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Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Dor torácica

  • Dor típica
    • Intensidade: > 7
    • Localização: retroesternal
    • Tipo: aperto ou queimação
    • Sintomas associados: vômito, sudorese e síncope
    • Irradiação: para MS esquerdo, nuca e mandíbula
    • Fator desencadeante: exercício físico ou emoções
    • Fator de melhora: repouso e nitrato
    • Fator de piora: exercício físico
    • Duração: > 30 minutos?
  • Grupos de dor
    • Grupo 1: característica e localização
    • Grupo 2: irradiação e fatores associados
    • Grupo 3: fatores de melhora e piora
  • Dor tipo ABCD

    A: apresenta pelo menos uma característica dos 3 grupos

    B: 2 dos 3 grupos

    C: 1 dos 3 grupos

    D: não apresenta nenhuma característica

  • Classificação do que desencadeou a dor / classificação da angina
    • CCS I: fora do habitual
    • CCS II: habitual
    • CCS III: menor que o habitual
    • CCS IV: em repouso
  • Probabilidade pré-teste / fatores de risco independentes
    • Idade > 55 anos para mulheres e > 45 para homens
    • Tabagismo
    • Dislipidemia
    • HAS
    • DM
    • História familiar
  • Como proceder na DAC
    • Angina instável precisa estabilizar a placa e desfazer o trombo: AAS + clopidogrel + heparina. Depois estatina, IECA (captopril), BB e nitrato para dor.
    • AAS, AAS + clopidogrel, anticoagulantes nos pacientes de alto risco, BB, BCA não diidropiridínicos em substituição ao BB (verapamil e diltiazem) e diidropiridínicos em associação com BB (anlodipino), isossorbida para alívio dos sintomas e estativa com LDL alvo < 70
    • Cintilografia de perfusão miocárica: mostra as áreas do coração que não são perfundidas adequadamente, ECO e teste ergométrico.
  • Diagnóstico diferencial
    • Angina estável
    • Angina instável
    • Dissecção de aorta
    • TEP
    • Menos comumente associada com a dor típica: DRGE
  • Quais diagnósticos diferenciais são uma emergência
    • TEP (presença de dispneia e cianose) e dissecção de aorta (medir PA e pulso bilateral)
  • Passos iniciais do atendimento
    • ECG feito e interpretado em 10 minutos
    • MOV
    • Sinais vitais: PA, FC, FR e SatO2
    • Troponina > 5x em 3h
    • Eletrólitos: sódio e potássio
    • Glicemia
    • Ureia e creatinina
    • Coagulograma
  • ECG sem supra + troponina: quais são os medicamentos utilizados
    • IAM que não ocluiu totalmente a artéria, então não precisa de CATE imediato
    • AAS 200mg + clopidogrel 300-600mg + heparina + nitrato sublingual ou morfina para a dor
    • CATE: depende do score TIME (alto risco em 2h, moderado em 24h e baixo 72h)
    • Continuar com BB só se o paciente já fazia uso, caso contrário prescrever depois de 24h, melhor o propanolol que é de MV curta
  • ECG com supra: quais são os medicamentos utilizados
    • AAS + clopidogrel + heparina + nitrato sublingual ou morfina para dor (infarto de VD nao utilizar)
    • CATE se tempo < 2h
    • Se tempo > 2h trombolítico = estreptoquinase
    • Se supra de VD: não usar nitrato nem morfina e dar volume (para aumentar a pré-carga) + dopamina (inotropismo)
  • Quando mandar para o CATE
    • Quando supra de ST
    • Quando o tratamento com trombolítico não reverter o supra em 90 minutos
  • Qual a alternativa ao CATE
    • Estreptoquinase ou alteplase
  • Como reconhecer o acometimento de VD
    • Supra de DII, DIII e aVF (inferior)
    • Está associado ao infarto de parede inferior, por isso quando tem supra nessas derivações deve ser solicitada o V3R, V4R e V5R
    • Pode apresentar por meio do choque cardiogênico: PA limítrofe + taquicardia
    • Imagem em espelho em: DI e aVL
  • Quais as contraindicações no acometimento de VD e o porquê
    • Morfina e nitrato são venodilatadores, o que reduzem a pré-carga e pioram o desempenho de VD, já que ele é uma câmara de volume
  • Quando o betabloqueador deve ser introduzido
    • Após 24h
    • Preferencia para o propanolol com meia vida curta
    • Em pacientes com asma e DPOC, preferir os B1 seletivos como o metroprolol
  • O que é a escala de Killip

    Escala que avalia o prognóstico após o IAM, leva em conta a função do coração como bomba, olhando os efeitos no pulmão

    • I: sem sintomas
    • II: com B3 e sem estertores
    • III: B3 e estertores em base
    • IV: B3 e estertores difusos
  • Quais medicamentos devem ser introduzidos nas primeiras 24h?
    • Betabloqueador
    • Estatinas
    • IECA
  • Tratamento da alta
    • AAS 100mg por dia na hora do almoço (para sempre)
    • Clopidogrel 75mg por dia por 6 meses
    • Estatina de alta potência ou baixa se o paciente não tiver condições de comprar
    • Medicamentos de uso diário

⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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