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Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Preparo operatório

  • Avaliação cardiovascular
    • Não operar se cardiopatia ativa: angina instável, ICC descompensada, arritmia grave e valvopatia grave
    • Índice de risco cardíaco revisado (índice Lee)
      • Coronariopatia
      • Insuficiência cardíaca
      • DRC cr > 2
      • DM com insulina
      • Doença cerebrovascular (AVC ou AIT)
      • Cirurgia a qual será submetido: torácica, abdominal ou vascular suprainguinal
    • Avaliar quantos preditores
      • < 2: possibilidade mínima
      • 2 ou mais, avaliar a capacidade funcional > 4 METS?
      • Se maior que 4 METS = liberar a cirurgia
      • Se menor que 4 METS = teste cardíaco nao invasivo = eco de estresse ou cintilografia
    • Capacidade funcional: quantificar o gasto energético diário do coração. Gasto medio de um ato cirúrgico é em torno de 4 METS. Quanto maior o gasto energético diário, menor o risco durante a cirurgia. Avaliação de quem nao chega ao mínimos de METS da cirurgia
      • < 4 METS: atividades mínimas
      • 4-10 METS: escada, trabalho domestico
      • 10 METS: esportes
    • Quando maior o estresse cardiovascular da cirurgia, maior risco hemodinâmico da cirúrgica
  • Resumo do estado clinico do paciente
    • ASA I: saudável, sem doença sistêmica
    • ASA II: doença sistêmica sem limitação as atividades diárias (hipertenso controlado, DM controlado)
    • ASA III: doença sistêmica que limita pouco o dia a dia, mas nao é incapacitante (HAS e DM nao controladas, IAM prévio)
    • ASA IV: doença limitante e incapacitante (ICC nao compensada)
    • ASA V: expectativa de óbito (ruptura de aneurisma)
    • ASA VI: morte cerebral, candidato a doador de órgãos
    • Cirurgias de urgência: colocar ASA com sufixo E
  • Exames pré operatórios
    • Com relação ao paciente
      • Menor que 45 anos: nada
      • 45-54 ECG para homens
      • 55-70 ECG + hemograma
      • Maior que 70 ECG + eletrólitos + hemograma + glicemia + função renal
      • Outros exames dependente da patologia de base (disfunção da tireoide, doença hepática…)
    • Com relação a cirurgia
      • Coagulograma: estimativa de perda maior que 2L, neurocirurgia e cardíaca ou torácica
      • Rx de tórax: cardíaca e torácica
  • Medicações de uso crônico
    • Manter inclusive no dia: corticoide, anti-hipertensivo e insulina
    • Suspender: antidiabético oral - no dia
    • AINES: pode interferir em função plaquetária - 3 dias
    • Antiagregante AAS - se coronariopatia manter o medicamento, se nao retirar entre 7 a 10 dias antes
    • Novos anticoagulantes - 24/28h
    • Varfarina: altera o INR (anticoagulação quando estiver entre 2-3: alargamento), suspender 4-5 dias antes, operar quando INR menor ou igual a 1,5. Anticoagulação de ponte: iniciar heparina e manter com heparina nao fracionada ate 6h antes e HBPM (clexane) 24h antes
    • Clexane suspender 5 dias antes
    • Gingko biloba 48h, alho 7 dias e ginseng 7 dias
  • Anti-hipertensivos e hipoglicemiantes
    • IECA e BRA, nao é consensual
    • Insulina: alteração de dose devido a jejum para nao causar hipoglicemia
      • NPH: 1/2 - 2/3 da dose
      • Glargina: 1/2 da dose
      • Tolera glicemia ate 180
  • Uso de anticoagulantes
    • Deve ser suspenso 5 dias antes do procedimento cirúrgico, pode ser retomado imediatamente após o procedimento
    • Em casos de cirurgias com grande risco de tromboembolismo, deve ser prescrito heparina nao fracionada em dose anticoagulante, suspensa 6h antes da cirurgia e retornada em 12 a 24h depois da cirurgia juntamente com a warfarina
    • Heparina de baixo peso molecular deve ser suspensa 24h antes do procedimento e reiniciada de 12 a 24h depois
    • Em procedimentos com alto risco de sangramento, a heparina de baixo peso deve ter sua dose reduzida dias antes do procedimento
    • Nas cirurgias de emergencia em paciente com uso dê warfarina, fazer plasma fresco e vitamina K (dose de 15 a 20 mg/kg)
    • Nos pacientes em uso de heparina nao fracionada deve-se fazer sulfato de protamina 1mg a cada 100 unidades de heparina
  • Corticoide
    • Quem faz uso crônico de corticoide, o eixo que faz a suprarrenal funcionar estará inibido cronicamente, se suspender abruptamente nao da tempo de reverter a inibição do eixo, o que causa insuficiência adrenal aguda (hipotensão, alteração hidroeletrolitica, dor abdominal)
    • Pacientes em uso crônico podem apresentar falencia adrenal devido a atrofia do córtex
    • Em cirurgias de grande estresse metabólico é necessário fazer suplementação de dose de corticoide (hidrocortisona)
    • Quando pensar em falência do eixo: doses entre 5-20mg por três semanas ou doses maiores de 5mg por mais de 3 semanas
    • Hipotensão inexplicada é um dos sinais de falência renal
    • Resposta ao trauma: liberação adicional de hormônio que favorece a adaptação do processo traumático, sendo o cortisol um dos principais hormônio, por isso em cirurgias de grande porte há a suplementação
    • Geralmente se faz a hidrocortisona na indução anestésica e mantem por 48h no PO
  • Profilaxia antibiótica
    • Evitar infecção da ferida operatória
    • Principal bactéria = aureus
    • Graus de contaminação de ferida:
    • Toda cirurgia limpa com incisão óssea se faz antibiótico profilático
    • Em geral cefazolina que é uma cefalosporina de primeira geração que cobre gram positivos
    • Colo e reto = gram negativo + anaeróbico = quinolona, gentamicina, clindamicina
    • Infectada: atbterapia para além do tempo de cirurgia
    • ATB profilático deve ser feito antes da cirurgia
    • Mais de uma dose em cirurgias prolongadas e em sangramento agudo
⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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