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📚 RESUMOS E GUIAS

Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Trauma abdominal

  • Órgãos lesionados
    • fígado por arma branca
    • intestino delgado por arma de fogo
  • Exames complementares
    • Seguir princípios do ATLS na abordagem inicial.
    • Avaliação inicial com ABCDE do trauma.
    • Paciente hemodinamicamente instável: FAST (ultrassom focado) na avaliação inicial.
    • Paciente hemodinamicamente estável: tomografia abdominal com contraste.
  • Indicações de laparotomia
    • Abdome cirúrgico penetrante: peritonite, choque e evisceração
    • Abdome cirúrgico contuso: peritonite, pneumoperitônio e retropneumoperitônio
    • Abdome não cirúrgico penetrante por arma de fogo: sempre fazer
    • Abdome não cirúrgico penetrante por arma branca:
      • exploração digital positiva para violação do peritônio:
        • hemograma de 8/8h: se decair 3 unidades
        • exame físico seriado: se tornar um abd cirurgico
        • conduta: considerar tc com contraste ou lavado
      • exploração digital negativa: sutura simples com antitetânica
    • Abdome não cirúrgico contuso
      • hemodinamicanete estável: fazer fast antes de encaminhar para a TC, pois 30% dos pacientes descompensam durante o exame
      • hemodinamicamente instável que só apresenta lesão abdominal: laparotomia
      • hemodinamicamente instável politraumatizado: fast ou lavado para tentar localizar outro possível sítio de sangramento
  • Quando indicar a conduta conservadora

    1- hemodinamicamente estável

    2- não pode ter abd cirúrgico

    3- hospital com assistência

  • Lesão de diafragma
    • geralmente se apresenta na TC quando existe herniação associada
    • conduta geralmente é a laparoscopia
    • é a região compreendida entre a linha mamilar e o contorno das costelas na parte anterior e ao final da escápula e contorno das costelas na parte posterior
  • Lesão de baço
    • sinal de Kehr: dor referida no ombro que sugere hemoperitônio
    • indicação de laparotomia quando a lesão de baço vista na TC é superior ao grau V
    • a cirurgia de escolha é a esplenectomia total
    • quando há escape de contraste na tc = sangramento = angioembolização
    • grau V = pulverização, a lesão rompeu a cápsula
    • colocar dreno se pancreatite associada
    • vacinar contra pneumo, meningo e haemphylus
  • Lesão de fígado
    • cirurgia quando lesão acima de grau VI, outras lesões faz-se angioembolização, se não estabilizar parte para a laparotomia
    • a conduta é a ressecção segmentar
    • quando o sangramento não para realizar a manobra de Pringle que clampeia o coledoco, a artéria hepática e a veia porta hepática, se não resolver o sangramento é proveniente das veias hepáticas ou da cava inferior retro-hepática
  • Lesão de duodeno
    • laceração: sinal de pneumoperitônio, nos exames de imagem aparecem ar contornando os rins, a conduta é laparotomia, no exame do toque retal crepitações são percebidas
    • contusão: hematoma que obstrui a luz do vaso, sintomas de náuseas e vômito, descompressão gástrica com nutrição paraenteral total por 10 dias, se não melhorar realizar laparotomia
    • rx com lesão clássica de mola em espiral ou moeda empilhada
    • tc mostra duodeno espessado
  • Lesão de pâncreas
    • com lesão à esquerda da veia mesentérica superior = corpo e cauda, realizar pancreatectomia corpo caudal com colocação de dreno
    • com lesão à direita da veia mesentérica superior = cabeça, realizar duodenopancreatectomia com colocação de dreno
    • lesão simples: reparo + dreno
  • Lesão de intestino delgado
    • marca do sinto de segurança
    • lesão pequena: menos de 50% da circunferência da área = rafia primária
    • lesão grande: ressecção + anastomose
  • Lesão de intestino grosso
    • principalmente no colo transverso
    • segue o mesmo padrão de gravidade da lesão do delgado
    • colonostomia de proteção quando hipotensão, de 4-6 bolsas de sangue ou quando a cirurgia foi feita depois de 4-6 com contaminação local e peritonite
  • Lesão de reto
    • sempre colocar bolsa de colostomia
    • é comum a lesão por empalamento (tentativas de retirada)
  • Lesão de uretra
    • sinais que contraindicam a colocação do cateter
    • realizar uretrografia retrógrada
    • os segmentos posteriores (prostático e membranoso) geralmente são lesionados pelo trauma de pelve
    • já o segmento anterior bulbar é lesionado pela queda a cavaleiro e o peniano por trauma de pênis, objeto penetrante ou mordedura
    • quando de pelve que causou o trauma de uretra for grave, fazer cistostomia aberta
  • Lesão de bexiga
    • diagnosticada pela cistostomia retrógada que evidencia o escape de contraste, não tem o contorno da bexiga quando a lesão é intraperitoneal (pressão do sinto de segurança), e há escape por baixo quando é retroperitoneal (fratura de pelve)
    • intra = laparotomia
    • extra = cateter por 14 dias
  • Tríade letal do trauma
    • hipotermia + coagulopatia + acidose devido à hipovolemia
    • controle de danos: realizar a cirurgia somente do que coloca a vida do paciente em risco imediato, o restante deve ser tratado quando o paciente estiver mais estável
  • Síndrome compartimental
    • ocorre quando a pressão intra-abdominal ultrapassa 21mmHg
    • a conduta inicial é de colocar o paciente em posição supina, reposição volêmica controlada e paracentese
    • quando evoluir com insuficiência respiratória, choque ou outra descompensação = realizar descompressão = abrir o compartimento e colocar bolsa de bogotá
  • Trauma vascular abdominal
    • sempre que for um trauma penetrante deve-se fazer a exploração local
    • no trauma contuso zona 1 sempre explorar (aorta e cava)
    • zona 2 explorar se o hematoma estiver expandindo (rim ou adrenal)
    • zona 3 explorar se expandindo ou exsanguinação (fratura de pelve)
⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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