Micoses
Pitiríase versicolor - ceratofitose
- agente etiológico: malassezia furfur
- "pano-branco"
- áreas acometidas: couro cabelo, pescoço, face, tronco superior, MMSS, poupa palma das mão e não atinge mucosa
- característica da lesão: placas hipocrômicas ou eritematosas/acastanhadas com bordas irregulares de tamanho diverso
- diagnóstico diferencial: hanseníase
- testes: Wood com luz fluorescente, a luz fica mais esverdeada
- sinais: Besnier (descamação ao passar a unha) e Zireli (descamação com a tração da pele)
- tratamento:
- sulfato de selênio 2,5% xampu por 4 semanas
- tioconazol 1% loção
- isoconazol 1% loção
- cetoconazol 2% creme + shampoo de cetoconazol
Tinea - dermatofitose
- camada acometida: córnea, causam uma reação de sensibilidade na pele = coceira
- agentes etiológicos: microsporum, tricophyton e epidermathopyton
- capitis: alopecia focal descamativa no couro cabeludo com a quebra do cabelo na porção proximal do fio. Tto com griseofulvina VO 10-15mg/kg/dia por 8-12 semanas
- corporis e cruris: eritema circinadoe descamativo. Tto imidazólico ou terbinafina ou ciclopirox
- pedis: pé de atleta, fissuras entre os dedos
- ungueal: amorolfina + tto sistêmico
Dermatofitoses: antifúngicos mais utilizados incluem terbinafina, itraconazol e fluconazol.
Esporotricose - subcutâneas
- agente etiológico: sporothrix
- tipo da lesão: nodulação ulcerada que acompanha o trajeto do linfonodo dando o aspecto de colar em conta de rosário
- tratamento: iodeto de potássio, itraconazol e anfotericina B para a forma disseminada
Paracococidioidomicose
- lesão característica: estomatite moriforme pontos de hemorragia na mucosa
- tem sintoma pulmonar associado, geralmente o paciente é HIV +
- tratamento: itraconazol ou sulfametoxazol + trimetroprim
Protozoose
Leishmaniose tegumentar - ulcera de bauru
- transmissão: mosquito flebóteno - lutzomia - moquito palha ou birigui
- agente etiológico: leishmania amazonensis, guianensi e braziliensi
- período de incubação: 1-3 meses
- PLECT: paraococo, leishmania, esporotricose, carcinoma espinocelular ou cromomicose e tuberculose
- evolução das lesões:
- ponto de inoculação que evolui para papula eritematosa depois papula crostosa depois pustula
- ulceração com bordas elevadas e bem definidas "moldura de quadro"
- podem evoluir para cicatrização formando placas verrucosas e vegetações
- diagnóstico:
- raspado da lesão com identificação da forma amastigota
- histopatológico com granuloma linfo-histiocitário
- cultura no meio NNN
- teste de Montenegro: inoculação de uma solução com promastigotas mortos, uma reação positiva é quando surge no local uma pápula maior que 5cm
- tratamento:
- antimonial-pentavalente: glucantime 15mg/kg/dia (forma cutânea) e 20 (forma cutâneo-mucosa) por via muscular ou venosa por 10-30 dias
- anfotericina B até acumular 1200-2000
Ectoparasitose
Escabiose
- sarna
- ovoposição na epiderme que gera coceira intensa + hipersensibilidade da região
- pode ter uma proeminência papulo-crostosa
- áreas mais úmidas e de maior temperatura
- no lactente acomete região palmo-plantar e poupa a região da fralda
- tto: permetrina uso tópico a noite
- invermectina em casos mais graves
- tratar o familiar
Escabiose: permetrina 5% permanece primeira linha; ivermectina oral é opção em casos extensos, surtos institucionais ou falha terapêutica; tratar simultaneamente todos os contactantes domiciliares.
Dermatoviroses
Molusco contagioso
- porxvírus
- lesão papular pequena com centro umbilicado
- dx com histoplasmose e criptococose
- tto: curetagem da lesão