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📚 RESUMOS E GUIAS

Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Hipertensão no pronto socorro

  • Caso 1
    • PA elevada sem sintomas associados (achado de exame físico) sem comorbidades
    • Conduta: tranquilizar e alta
  • Caso 2
    • Paciente com comorbidades e HAS previa com achado de PA elevada em exame físico, sem sintomas associados
    • Reforçar uso de medicação em casa e alta
  • O que é URGÊNCIA hipertensiva
    • PAS > 180 ou PAD > 120
    • Sem evidencia de lesão aguda ou piora de lesão crônica
    • Não diminuir PA abruptamente nesses casos
    • Diminuir de 20-30mmHg na PA sistólica em algumas horas
    • Reforçar adesão medicamentosa
    • O controle de PA será ajustado via ambulatorial
  • O que é EMERGÊNCIA hipertensiva
    • PA > 180 ou PAD > 120 + lesão de órgão alvo ou piora de lesão crônica
    • Progressão da lesão caso ela nao seja tratada
  • Peudocrise hipertensiva
    • o que é pseudocrise hipertensiva: é um pico hipertensivo isolado em um paciente sem histórico de HAS, com PA abaixo de 180x120 e sem lesão de órgão alvo. Geralmente é desencadeada por um fator externo estressor = aumento da atividade simpática
    • o que é urgência hipertensiva: PA acima de 180x120 em paciente com HAS prévia sem lesão de órgão alvo
    • o que é emergência hipertensiva: qualquer valor de PA em que haja uma lesão de órgão alvo
    • 7 exemplos de lesão de órgão alvo: IAM, AVE, HSA, IRA, eclampsia, dissecção de aorta e encefalopatia hipertensiva
    • quais exames pedir na emergência: a depender dos sintomas, direcionar pro órgão lesado + laboratoriais de rotina
    • qual medicação prescrever na pseudocrise: ansiolítico (diazepam) e dipirona se tiver cefaleia
  • Medidas para emergências hipertensivas

    Avaliar no paciente / atentar a lesão de órgão alvo por exame físico segmentar

    • medicamentos em uso ou suspensos
    • Edema agudo de pulmão
    • Dissecação de aortta
    • Insuficiência renal
    • Drogas
    • AVC
    • IAM
  • Avaliação física do paciente na emergência hipertensiva

    Qualquer um desses achados é um sinal de alarme que deverá ser melhor investigado

    • neurológico: agitação, rebaixamento do nivel de consciência, edema de papila, convulsão, assimetria de papila e déficit neurológico agudo
    • Cardiológico: dor torácica, dispneia, B3 ou B4 e checar pulsos e PA bilateralmente
    • Pulmonar: taquipneia, dispneia, estertor e esforço respiratório
    • Abdominal: dor abdominal e massa pulsátil
    • Vascular: pulso carotídeo, radial e femoral bilateral, avaliar simetria (pensando em dissecção)
    • Renal: diminuição da diurese, hematuria e proteinúria
    • Drogas usadas

  • Exames complementares
    • sempre pedir: hemograma, função renal, íons, coagulograma, função hepática

    Exames guiados pela queixa principal

    • Raio-x e ECG
    • Troponina e CK-MB
    • Tomografia de crânio (AVC)
    • AngioTC de torax (dissecção)

  • Medicamentos
    • Tridil (nitroglicerina): aumentar a cada 5 minutos até atingir o alvo pressórico ou tolerância do paciente. Preferível no IAM
    • Nipride (nitroprussiato): aumentar a cada 5 minutos, pequenos aumentos podem gerar variação de pressão então precisa de uma PA invasiva, nao fazer no IAM, pois causa vasodilatação coronariana o que rouba fluxo da artéria lesionada
    • Captopril: 12,5mg oral
    • Clonidina 0,2mg oral
    • Hidralazina 12,5mg oral

  • Edema agudo de pulmão
    • clinica: dispneia, taquipneia, hipertensao
    • Exame físico: crepitações até ápice
    • Raio-x com congestão pulmonar
    • Realizar ECG (pode ser por IAM)
    • Tratamento: anti-hipertensivo (reduzir 25% da PA nas primeiras horas), diuretico (se sinais de hipervolemia como anasarca e turgência de jugular, preferível furosemida EV) e ventilação mecânica (bipap ou cpap)
  • Dissecção aguda de aorta
    • clinica: dor torácica que irradia para dorso e que começa na máxima intensidade
    • Exame físico: diferença de pulsos e PA nos 4 membros
    • Raio-x com alargamento do mediastino
    • Pedir angio-TC de aorta
    • Tratamento clinico: manejo da dor (morfina EV), controle da PA (com nitroprussiato, manter PAS menor que 120), controle da FC (metoprolol e manter abaixo de 70) e avaliar indicação cirúrgica. Reduzir primeiro a FC e depois abaixar a PA para nao causar uma taquicardia reflexa
  • Encefalopatia hipertensiva
    • clinica: excluir AVC, pode evoluir para coma
    • Exame físico: edema de papila devido ao edema cerebral
    • Redução da PA (não pode reduzir drasticamente devido ao risco de hipoperfusao cerebral)
  • Uso de drogas

    Cocaína

    • anti-hipertensivo venoso
    • Não usar beta-bloqueador por potencializar o efeito da cocaina causando mais vasoconstrição e hipertensao

⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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