Hipertireoidismo
Fisiologia
- Eixo hipotálamo - hipófise: hipotálamo secreta TRH que estimula a hipófise a secretar o TSH
- TSH age estimulando a produção glandular, estimula o TPO (tireoperoxidase que é uma enzima que auxilia na fusão da tireoglobulina com o iodo formando o T3 e T4)
- T4 é produzido em maior quantidade que o T3, ele é convertido na periferia em T3 (hormônio funcionante)
- Fazem Feedback negativo na hipófise e no hipotálamo
- T4 entra no citoplasma da célula e encontra a desiodase, perdendo um iodo, virando T3
Como separar hiper central de periférico
- Em ambos ocorre hiperproliferativa do T4
- Se TSH baixo = glândula hiperproduzindo T4 fazendo Feedback negativo na hipófise, inibindo a produção do TSH (doença de Graves)
- Se TSH alto = hipotálamo que está estimulando a hiperproducao de TSH (comum em adenomas)
Doença de Graves
- Comum em mulheres
- Causa um aumento visível na glândula
- Hiperestimulacao do metabolismo
- Exoftalmia
Fisiopatologia da doença de Graves
- Doença auto-imune com aumento dos anticorpos anti-TRAb que interagem com receptor do TSH
- Ele estimula o receptor de TSH mimetizando um aumento desse hormônio
Clínica
- Perda de peso
- Insônia
- Taquicardia
- Agitação
- Polifagia
- Tremores finos
- Sudorese continua
Diagnóstico
- Clínica + hipertireoidismo com comprovação laboratorial de TSH e T4
- Não precisa solicitar imagem para o diagnóstico, utilizada para diagnóstico diferencial
- Sem nódulos = Doença de Graves com outros exames compatíveis
- Com nódulo = hiperprodutor? O nódulo que causa a hiperproducao ou a glândula que aumenta e forma o nódulo (mais comum)
- Novo exame: RAIU e cintilografia para avaliar a produção de hormônio do nódulo. Feito com iodo radioativo para avaliar quanto de iodo marcado essa tireoide captou e onde ela captou (só no nódulo? Nela toda?).
- RAIU normal de 5-20% de captação em relação a quantidade de iodo ofertado
- < 5% = inflamação da glândula liberando o hormônio que estava armazenado na glândula, não ocorre hiperproducao
- maior que 20% = hipertireoidismo
- Imagem 1: captação difusa = hipertireoidismo
- Imagem 2: nódulo produtor (só uma área)
- Imagem 3: bócio difuso multinodular
- Dosagem de TRAb, se aumentado = doença de Graves e se negativo pensar em outras causas (Plummer, hormônio exógeno ou tireoidite)
- Laboratório (hiper primário)
- TSH suprimido + T4L alto = confirmação de hipertireoidismo clássico = tratamento
- TSH suprimido + T4L normal + T3 aumentado = T3 toxicose
- TSH suprimido + T4L normal + T3 normal = hipertireoidismo subclinico = a princípio acompanhar antes de tratar
Tratamento
- Nódulo multinodular ou Plummer = remoção cirúrgica
- Hipertireoidismo clássico
- Medicação:
- Metimazol inibe o TPO (primeira escolha) = TAPAZOL
- Propiltiouracil: inibe TPO e desiodase 1 (ação na glândula e na periferia). Feito em gestantes no primeiro trimestre e crise tireotoxica
- Betabloqueador para controle dos sintomas, propranolol como escolha (também inibe desiodase 1)
- Geralmente o paciente faz o tratamento por 1 a 2 anos, pois ocorre destruição da glândula com o tempo, virando um hipotireoidismo
- Iodo ablação: indicado quando ha insucesso terapêutico com as medicações
- Remoção cirúrgica: menos comum
- Medicação:
Principais opções: metimazol; propiltiouracil em situações específicas; betabloqueadores para controle sintomático.
