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📚 RESUMOS E GUIAS

Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Corrimento vaginal / IST

  • Perguntas gerais da anamnese / exame físico
    • Consistência, cor e odor
    • Presença e prurido
    • Comportamento e pratica sexual
    • DUM
    • Higiene
    • Uso de medicação tópica ou outros irritantes

    Exame físico geral

    • Afastar infecção sistêmica: como febre e dor abdominal
    • Realizar o exame especular avaliando: parede vaginal, fundo do saco e colo. Se existe ulcera, edema, eritema e friabilidade
    • Não realizar a colposcopia nesse momento
  • Oportunidade de consulta
    • Orientar sobre relação sexual protegida
    • Orientar sobre métodos contraceptivos
    • Propor a realização de teste rápido
    • Propor a realização de papanicolau em momento oportuno
  • Diferença entre mucorreia e corrimento
    • Mucorreia: conteúdo vaginal acima do normal, exame especular mostra ausência de inflamação na mucosa vaginal, mantendo a coloração rosa-pálido e a presenca de muco claro e límpido
    • Corrimento: anormalidade na quantidade ou no aspecto físico do conteúdo vaginal com outros sintomas associados
  • Fluxograma de diagnóstico

Candidíase

  • Relação com outras comorbidades
    • Comum em pacientes com diabetes que não fazem controle glicêmico adequado
    • Comum em pacientes obesas
    • Uso de antibiótico
    • Uso de ACO com altos valores de estrogênio
    • Uso de corticoide
  • Fatores de risco
  • Classificação
    • Simples:
      • Agente etiológico: Candida albicans
      • Sintomas leves a moderados: prurido e corrimento brancacento
      • Frequência esporádica
      • Ausência de comorbidades associadas
    • Complicada:
      • Pode ter outro agente etiológico como Candida glabrata
      • Sintomas intensos de prurido, inclusive com lesão (fissuras) na vulva
      • Presença de comorbidades ou gestação
    • Recorrente: quando apresenta mais de quatro episódios no ano
  • Clínica
    • Prurido, ardência, corrimento grumoso, sem odor, dispareunia de introito vaginal e disuria
    • Exame especular: presença de hiperemia, fissuras e corrimento grumoso aderido a parede vaginal
  • Tratamento simples
    • Primeira opção:
      • Miconazol creme a 2% um aplicador por 7 dias a noite OU
      • Nistatina creme 100.000 UI um aplicador por 14 dias
    • Segunda opção:
      • Fluconazol 150mg VO dose única OU
      • Itraconazol 100mg 2cp VO 2x ao dia por 1 dia
    • Gestação e lactação: realizar o tratamento somente por via vaginal
  • Tratamento complicada ou recorrente
    • Indução:
      • Fluconazol 150mg dias 1, 4 e 7 OU
      • Itraconazol 100mg 2cp VO 2x dia por 1 dia OU
      • Miconazol creme 2% vaginal por 14 dias
    • Manutenção:
      • Fluconazol 150mg VO 1x semana por 6 meses OU
      • Miconazol creme 2% via vaginal 2x na semana por 6 meses

  • Orientações
    • Melhorar o controle glicêmico e a adesão ao tratamento de DM
    • Evitar usar calças muito coladas em vigência do tratamento, preferir roupas leves
    • Higienização e trocar da roupa íntima
    • Explicar que não é uma doença sexualmente transmissível e sim um desequilíbrio da flora vaginal / intestinal

Vaginose bacteriana

  • Clínica / considerações gerais
    • Corrimento vaginal fétido com presença de bolhas
    • É a principal causa de corrimento com odor
    • Não é uma IST, ocorre devido ao desequilíbrio da flora vaginal, principalmente pelo crescimento de bactérias anaeróbicas
    • Predomínio de gardnerella
    • Apesar de não ser uma IST, aumenta o risco delas acontecerem, alem do risco de DIP e complicações na gravidez como ruptura prematura das membranas, corioamnionite, endometrite pos-cesárea
    • Não tem indicação de rastreio em pacientes assintomáticas
    • Existe possiblidade de recorrência após tratamento
    • O tratamento deve ser feito em pacientes assintomáticas quando forem gestantes ou naquelas que fizeram algum tratamento cirúrgico ginecológico recente
  • Exames / diagnostico
    • Especular: parede vaginal integra, corrimento perdoado bolhoso, sem sinais irritativos
    • Teste de Schiller não disponível nas unidades, então basear na clinica para diagnostico
    • Teste com KOH positivo (cheiro característico), porém também não está disponível nas unidades
    • Presenca de clue cells na visualização microscópica, porem também nao disponível

  • Tratamento

    Orientar abstinência sexual durante o tratamento

    Na gestação é preferível realizar o tratamento sistêmico com metronidazol

    Primeira opção:

    • metronidazol 250mg 2cp 2x ao dia por 7 dias
    • Metronidazol gel vaginal 100mg/g um aplicador cheio por 7 dias

    Segunda opção:

    • clindamicina 300mg VO 2x dia por 7 dias

    Recorrente:

    • Metronidazol 250mg 2cp VO 2x dia por 10-14 dias
    • Metronidazol gel vaginal 100mg/g por 10 dias, seguido de tratamento supressivo com ovulo de ácido bórico intravaginal de 600mg ao dia por 21 dias e metronidazol gel vaginal 100mg/g 2x por semana por 4-6 meses

Tricomoníase

  • Clínica / considerações gerais
    • Corrimento vaginal esverdeado, dispareunia de profundidade, prurido eventual e edema local
    • Exame físico: presença de corrimento esverdeado, espumoso, com odor, colo com pontos hiperemias (em framboesa), fazer exame de mobilidade do colo e palpação de anexos (afastar DIP)
    • Não há como saber se a infecção é recente nessa parceira sexual ou anterior, aconselhar sempre o uso de preservativo
    • 30% dos casos são assintomáticas
    • São IST, nos homens a apresentação é de uretrite ou assintomáticos
    • Facilita DIP e rotura prematura de membranas
  • Diagnóstico
    • Clínica sugestiva, não existe os testes (iodo, ácido acético) na unidade para visualização do parasita
  • Tratamento

    Na duvida: cobrir tanto tricomoníase quanto vaginose

    Tratar parceiros sexuais com o mesmo esquema

    Primeira opção:

    • Metronidazol 500mg 4 cp VO dose única (dose total dde 2g)
    • Metronidazol 250mg 2cp 12/12h por 7 dias
    • Clindamicina 300mg 12/12h 7 dias

    Segunda opção:

    • Secnidazol 2g dose única
    • Tinidazol 2g dose única

Vulvovaginite inespecífica em pré-púbere

  • Fatores de risco
  • Quadro clinico
    • Leucorreia de aspecto variável
    • Prurido vulvar
    • Ardência vulvar
    • Escoriação, hiperemia e edema
    • Disúria
    • Sinais de má higiene
  • Tratamento
    • Boas medidas de higiene
    • Prevenir contato com irritante
    • Evitar roupa sintética (recomendação de usar roupa íntima de algodão)
    • Banhos de assento com antissépticos
    • Tratamento e ITU se confirmada
    • Tratamento de parasitose intestinal se confirmada

Vaginite atrófica

  • Causa
    • Mulheres na menopausa pela diminuição do estrogênio
    • Radioterapia, quimioterapia, pós-parto
  • Sintomas
    • Prurido intenso
    • Ardência
    • Dispareunia
    • Disúria
    • Hematúria
    • Epitélio vaginal pálido
    • Perda do turgor da pele
    • Ressecamento dos pequenos e grandes lábios
    • Eritema
  • Tratamento
    • Estrogênio de uso tópico

Aconselhamento

  • Janela de oportunidade na atenção primária
    • Aproveitar uma consulta de rotina para: aconselhar sobre uso de preservativo, uso de método contraceptivo, oferecer e explicar a importância de rastreio de DST, oferecer e explicar sobre importância da realização do papanicolau
    • Se adolescentes: verificar o cartão vacinal para imunização para o vírus HPV de 9-14 anos para meninos e meninas
    • Imunizar para hepatites
  • Comunicação e rastreio de parceiros sexuais
    • Tricomoníase: parceria atual
    • Corrimento uretral ou infecção cervical: últimos dois meses
    • DIP: últimos dois meses
    • Úlceras: últimos 3 meses
    • Sífilis: últimos 3 meses
    • Sífilis latente: no último ano
  • Tabela de indicação de rastreamento de IST
  • Principais síndromes

⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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