Tontura
Causas mais comum
- Labirintite
- Ansiedade e estresse
- Hipotensão ortostática
- Arritmias
- Anemia
- Hipoglicemia
- Abuso de nicotina, alcool e cafeina
O que mantém o equilíbrio?
- Associação entre visão, propriocepcao (noção segmentar de onde o corpo está) e do sistema vestibular (noção de movimento da cabeça)
Diferença entre tipos de tontura
- Lipotimia: não tem perda da consciência, hipofluxo cerebral secundária a um baixo debito cardíaco. Podem ter como causas: hipotensão postural, arritmia, reflexo vasovagal
- Vertigem: sensação de movimento em relação ao ambiente ou do ambiente em relação a nós
- Desequilíbrio: perda do controle adequado da postura. Pode ser desencadeado por diferentes problemas como: alterações visuais, labirintite, fraqueza muscular, alguns medicamentos
Abordagem diagnostica
Procure identificar a tontura entre três grandes grupos: vertigem, sincope e desequilíbrio
Direcionar a anamnese para:
- Timing (momento do sintoma)
- Triggers (gatilhos que desencadeiam)
- Targeted examination (direcionado aos sintomas)
4 síndromes principais
- Tontura aguda espontânea: neurite vestibular
- Tontura aguda devido a trauma ou exposição: afastar TCE, medicação
- Tontura episódica durando segundos ou minutos com gatilhos e causa tontura em cada evento: vertigem paroxistica benigna, hipotensão ortostática
- Tontura episódica durando segundos e dias sem gatilho: migranea vestibular, sincope vaso-vagal, sindrome do pânico, AIT, condições cardiovasculares e hipoglicemia
- Síndrome vestibular crônica: ansiedade, vestibulopatias
- Cinetose: vertigem benigna, historia bem delimitada, acontece após hiperestimulacao vestibular (movimentação)
Como conduzir uma anamnese
- Qualidade da tontura
- Tempo
- Gatilho
- Duração
- Sintomas associados: perda da audição e zumbido
- Alteração de nervo craniano, historia de trauma e cefaleia
- Exposição a medicamentos e toxinas
- Ajuda a diferenciar entre causas agudas, crônicas, espontâneas, episódicas com ou sem gatilho
Exame físico
Esses exames não devem ser feitos em todos os pacientes, só na suspeita da neurite vestibular
- Otoscopia, função cerebelar, pares cranianos, equilíbrio estático e dinâmico (Romberg)
- HINTS
- Head impulse teste: identifica qual labirinto está afetado. Teste alterado indica uma causa periferica da lesão. Um teste positivo é aquele que o olhar não se mantem fixo = neurite vestibular
- Nystagmus: indica causa central quando o nistagmo é vertical ou quando nao tem uma direção estabelecida. Nistagmo unidirecional = neurite vestibular
- Test of Skew: avaliação de um desalinhamento ocular vertical, resultante de um desequilíbrio do tônus vestibular esquerdo e direito. O teste positivo é aquele que há movimentações oculares de acomodação
- Dix-Halpike
Red flags
- Inicio súbito de surdez unilateral: sugere isquemia aguda do labirinto
- Nistagmo vertical: doença cerebelar ou do tronco cerebral
- Diplopia, turvação visual, disfonia, fraqueza muscular (sintoma neurológico central)
- Cefaleia de início súbito
Exames complementares
- Maioria dos pacientes tem VPPB, então só precisa das manobras
- Doppler de carótidas em pacientes cardiopatas mais idosos pensando em insuficiência vertebrobasilar
- Holter pensando em arritmias
- Audiometria
- RNM quando suspeita de causa central
Tratamento
- Manobra de reposição canalicular para VPPB
- Supressão de vômitos e antivertiginosos - neurite vestibular, Meniere ou migranea vestibular. Fazer por 3 dias. Evitar uso na VPPB
- Dimenidrato 25-50mg 6/6h
- Miclizina 12,5 a 50mg 4-8h
- Prometazina 25mg 6/6h
- Metoclopramida 5-10mg 6/6h ou 5-10mg IV lento 6/6h
- Diazepam 2-10mg VO
- Lorazepam 1-2mg cada 4h
Labirintite: betaistina 12 ou 24 mg 1x ao dia de manha







