Teste de respiração expontânea
Definição
- Avaliação do paciente de como ele irá ficar após a extubação colocando ele em parâmetros muito baixos no ventilador
- Não deve reduzir os parâmetros gradativamente, ela deve ser feita quando achar que o paciente tem condições
- Avaliar se o que levou (condição clínica inicial) a intubação está em resolução ou resolvido (melhora clínica com resposta as medidas do tratamento e dos padrões laboratoriais)
- Avaliar trocar gasosas adequadas
- PAO2/FIO2 > 150 (melhora da hipoxemia)
- sem acidose respiratória - coletar gasometria, se retirar a ventilação mecânica o paciente irá piorar a acidose (dificuldade de eliminar CO2)
- FR < 35
Ventilação mecânica: manter volume corrente protetor e monitorizar pressão de platô.
Como realizar o teste
- Tubo T / tubo de 3 vias
- Conectado no tubo traqueal
- Uma via conectada na fonte de oxigênio 6l/min
- Outra via de exalação do ar expirado
- O objetivo não é dar pressão de suporte para simular a respiração sem o suporte mecânico
- Modo do ventilador em pressão de suporte Entre 5-8 cmH20 e PEEP 5cmH20
- Realizar por 1-2h
- Método de escolha de acordo com o habitual do serviço
- Tubo T / tubo de 3 vias
Critérios de falha
O teste avalia como o paciente fica após a extubação, devendo observar o conforto respiratório
- Taquipneia > 35
- Uso de musculatura acessória
- Hipoxemia
- Taquicardia, sudorese, hipertensão e instabilidade hemodinâmica = acumulo de CO2 = falência respiratória
- Se falha, avaliar o tratamento da condição de base do paciente que levou a intubação, além de condições hemodinâmica e gasometria
Índice de TOBIN
- Quando o pulmão do paciente está muito comprometido, está “duro”, com baixa complacência, ele não consegue inspirar um volume de ar muito grande ao mesmo tempo. Para isso, ele deve aumentar a frequência respiratória para que mantenha a perfusão e para evitar acumulo de CO2. Ou seja, a FR é alta e o volume corrente por L é baixo
- Já em um pulmão sadio é o contrário, o paciente consegue inspirar um volume adequado de ar e não faz taquipneia
- TOBIN = FR / volume corrente em L
- Quanto maior esse índice pior a função respiratória do paciente e mais chances ele tem de continuar precisando da ventilação mecânica
Medidas em caso de falha
- Avaliar condição de base
- Avaliação hemodinâmica
- Correção de distúrbio hidroeletrolitico
- Deixar o paciente em balanço hídrico negativo (avaliar uso de furosemida)
Suporte após extubação
- Como manter o O2 após extubação: escolha a depender da condição do paciente
- O2 em baixo fluxo - paciente em boas condições clínicas, geralmente pós operatório
- VNI: Pressão positiva CPAP ou BIPAP - paciente com alto risco de falha como DPOC, obesos e IC
- Cateter nasal de alto fluxo: alternativa em pacientes que não toleram VNI
- Como manter o O2 após extubação: escolha a depender da condição do paciente