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Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Teste de respiração expontânea

  • Definição
    • Avaliação do paciente de como ele irá ficar após a extubação colocando ele em parâmetros muito baixos no ventilador
    • Não deve reduzir os parâmetros gradativamente, ela deve ser feita quando achar que o paciente tem condições
    • Avaliar se o que levou (condição clínica inicial) a intubação está em resolução ou resolvido (melhora clínica com resposta as medidas do tratamento e dos padrões laboratoriais)
    • Avaliar trocar gasosas adequadas
      • PAO2/FIO2 > 150 (melhora da hipoxemia)
      • sem acidose respiratória - coletar gasometria, se retirar a ventilação mecânica o paciente irá piorar a acidose (dificuldade de eliminar CO2)
      • FR < 35

Ventilação mecânica: manter volume corrente protetor e monitorizar pressão de platô.

  • Como realizar o teste
    • Tubo T / tubo de 3 vias
      • Conectado no tubo traqueal
      • Uma via conectada na fonte de oxigênio 6l/min
      • Outra via de exalação do ar expirado
      • O objetivo não é dar pressão de suporte para simular a respiração sem o suporte mecânico
    • Modo do ventilador em pressão de suporte Entre 5-8 cmH20 e PEEP 5cmH20
    • Realizar por 1-2h
    • Método de escolha de acordo com o habitual do serviço
  • Critérios de falha

    O teste avalia como o paciente fica após a extubação, devendo observar o conforto respiratório

    • Taquipneia > 35
    • Uso de musculatura acessória
    • Hipoxemia
    • Taquicardia, sudorese, hipertensão e instabilidade hemodinâmica = acumulo de CO2 = falência respiratória
    • Se falha, avaliar o tratamento da condição de base do paciente que levou a intubação, além de condições hemodinâmica e gasometria
  • Índice de TOBIN
    • Quando o pulmão do paciente está muito comprometido, está “duro”, com baixa complacência, ele não consegue inspirar um volume de ar muito grande ao mesmo tempo. Para isso, ele deve aumentar a frequência respiratória para que mantenha a perfusão e para evitar acumulo de CO2. Ou seja, a FR é alta e o volume corrente por L é baixo
    • Já em um pulmão sadio é o contrário, o paciente consegue inspirar um volume adequado de ar e não faz taquipneia
    • TOBIN = FR / volume corrente em L
    • Quanto maior esse índice pior a função respiratória do paciente e mais chances ele tem de continuar precisando da ventilação mecânica
  • Medidas em caso de falha
    • Avaliar condição de base
    • Avaliação hemodinâmica
    • Correção de distúrbio hidroeletrolitico
    • Deixar o paciente em balanço hídrico negativo (avaliar uso de furosemida)
  • Suporte após extubação
    • Como manter o O2 após extubação: escolha a depender da condição do paciente
      • O2 em baixo fluxo - paciente em boas condições clínicas, geralmente pós operatório
      • VNI: Pressão positiva CPAP ou BIPAP - paciente com alto risco de falha como DPOC, obesos e IC
      • Cateter nasal de alto fluxo: alternativa em pacientes que não toleram VNI
⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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