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Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Nefropatia diabética

  • Qual o tipo histológico da lesão e o que deflagra a nefropatia diabética
    • hiperplasia glomerular com esclerose e expansão mesangial
    • pode ser homogênea = difusa ou focal = nodular (menos comum)
    • hiperfluxo sanguíneo que aumenta a pressão intraglomerular causada pela hiperglicemia
  • Glomeruloesclerose nodular e difusa
    • 3 alterações mais precoces: hiperplasia glomerular, aumento da membrana basal e expansão mesangial
    • o que acontece com a área de filtração glomerular: diminui com a progressão da doença
    • diferença entre a forma nodular e difusa: na forma nodular, os depósitos mesangiais de PAS ocorrem entre os capilares, formando os nódulos de Kimmelstiel-Wilson
    • lesão tubulointersticial e vascular: pode ocorre necrose dos vasos
  • História natural
    • Fase I: fase assintomática, ocorre hiperplasia glomerular com aumento do volume renal, isso acontece devido a hiperfiltração renal, consequência da hiperglicemia. A glicose é reabsorvida junto com sódio e água, quanto mais glicose, mais sódio e mais água, isso aumenta a volemia, esse aumento de volemia causa um aumento da pressão intraglomerular, além disso, ocorre o expessamento da membrana basal glomerular
    • Fase II: fase da microalbuminúria fixa (valores de microalbuminúria em 3 dosagens diferentes, com intervalos de tempo diferentes)
    • Fase III:
      • exame que confirma o diagnóstico: macroalbuminúria (urina de 24h > 300mg ou EAS com proteína total > 500) em duas dosagens
      • alterações sistêmicas: hipertensão, edema periférico é o primeiro sinal clínico
      • TFG: decai 12 ml/min/ano
      • síndrome nefrótica: edema generalizado, proteinúria (> 3,5g)
      • níveis séricos de albumina: podem estar normais, pois a nefropatia diabética é uma condição local, não sistêmica como acontece em outras síndromes nefróticas que tem componente autoimune, então o fígado ainda consegue manter os níveis de albumina
    • Fase IV: fase terminal, quando a TFG cai abaixo de 40
  • Quando a biópsia renal está indicada
    • quando apresentar uma macroalbuminúria sem retinopatia diabética
    • quando apresentar cilindros celulares e hematúria
    • quando proteinúria no DM1 antes dos 5 anos
    • insuficiência renal de rápida evolução
    • ausência de nefromegalia ou rins de tamanho reduzido
  • Como rastrear
    • DM1: após 5 anos de doença
    • DM2: ao diagnóstico
    • dosagem de creatinina com calculo da TFG
    • EAS: na presença de proteinúria sem cilindros celulares e hematúria = nefropatia diabética declarada
    • pesquisa de microalbuminúria: quando o EAS for negativo para proteinúria
  • Fisiopatologia
    • fatores metabólicos: glicolização de proteína que alteram a conformação delas, assim a estrutura fica comprometida, dislipidemia que gera uma disfunção endotelial
    • fatores hemodinâmicos: hiperglicemia que aumenta o fluxo/volemia que aumenta a pressão glomerular
      • papel do IECA e do BRA: reduzem a pressão na arteríola eferente, o que contribui para diminuir a pressão intraglomerular
      • um rim com estenose da artéria renal não apresentam nefropatia diabética devido ao fluxo diminuído
  • Fatores de risco
    • duração da diabetes
    • hipertensão
    • dislipidemia - hipercolesterolemia
    • histórico familiar
    • níveis de hemoglobina glicada
    • retinopatia
    • etinia negra
    • tabagismo
  • Manifestações clínicas
    • Hipertensão arterial
    • Edema e anasarca
    • Como explicar a hipoglicemia: a insulina é depurada no rim, com a perda dessa função, mais insulina fica disponível, o que causa uma hipoglicemia, principalmente nos pacientes que usam insulina e sulfoniluréias
    • Sintomas da síndrome urêmica: sintomas de irritação gastrointestinal, polineuropatia periférica com predomínio sensitivo, encefalopatia, dispneia, edema intracavitários, hipertensão de difícil controle, hipercalemia com redução da força muscular = risco aumentado de arrtimias
  • Tratamento
    • controle glicêmico:
      • nível da glicada: menor que 7
      • fases que o tratamento é eficaz: até a fase II,
    • IECA/BRA:
      • dosagem de potássio, creatinina e uréia: pois podem causar uma hipercalemia
      • creatinina maior que 2,5: pode precipitar IRA ou hipercalemia grave
    • restrição preteíca: só os pacientes que não estão em fase dialítica se beneficiam de uma restrição de 0,8kg/dia
    • LDL: abaixo de 100
    • HDL: acima de 40
    • triglicerídeos: abaixo de 150
    • Tratamento dialítico:
      • TFG: menor que 15
      • clearance de creatinina: maior que 20

  • CBL
    • aumento persistente da proteinúria em duas dosagens diferentes, com intervalos de 3 a 6 meses, com HAS concomitante e diminuição da TFG
    • clearance de creatinina abaixo de 90

⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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