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Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Hemorragia subaracnóidea

  • Definição
    • definição: extravasamento de sangue nos locais que tem líquor
    • principais causas: aneurisma
  • Fatores de risco
    • hipertensão arterial
    • malformação congênita
    • sexo feminino pela deficiência de estrógeno
    • tabagismo e etilismo
    • terapia anticoagulante e antitrombótica
  • Fisiopatologia
    • gênese da lesão: ocorre um enfraquecimento da parede do vaso devido à fatores inflamatório e turbilhonamento de sangue
    • aneurisma micóticos: embolização séptica em vasos cerebrais
  • Clínica
    • cefaleia inédita, súbita e muito intensa, classificada como a pior dor da vida
    • thunderclap headache: cefaleia intensa que atinge o pico em poucos segundos
    • pode ter perda da consciência, rigidez de nuca (sinal mais tardio), náusea, vômito, déficit focal não é um sintoma comum, presença de papiledema
    • hemorragia vítrea no exame de fundo de olho sugere pior prognóstico
    • cefaleia agravada pela tosse ou manobra de valsalva
  • Regra de Ottawa

    Para indicar pesquisa de HSA, deve-se ter apenas um desses sintomas:

    • dor ou rigidez cervical
    • idade > 40 anos
    • perda da consciência
    • início com esforço
    • cefaleia em trovoada
    • flexão limitada do pescoço no exame físico
  • Exame físico
    • fundoscopia: papiledema ou hemorragia vítrea
    • síndrome de terson: quando tem hemorragia vítrea numa HSA
    • sinais meníngeos: rigidez ou dor na nuca
    • pior prognóstico: hemorrgia vítrea e e convulsões
  • Exames complementares
    • TC: primeiro exame a ser feito e deve ser sem contraste
    • líquor:
      • quando pedir: quando não tem sinais de sangramento na TC, mas a hipótese de HSA é ainda muito sugestiva
      • resultado: quantidade de hemácias igual no primeiro e último frasco da coleta e pressão de saída elevada
      • xantocromia: coloração acastanhada devido ao acúmulo de hemácias, geralmente aparece após 12h
    • outros exames:

      1- glicemia

      2- ECG

      3- eletrólitos

      4- função renal

      5- coagulograma

      6- hemograma

  • Diagnósticos diferenciais
    • cefaleia tensional
    • enxaqueca
    • trombose venosa cerebral (sinal do delta vazio)
    • HIP
    • meningoencefalites
  • Classificação de Hunt-Hess
    • tabela do livro
  • Classificação de Fischer
    • tabela do livro
  • Tratamento
    • quando indicar IOT: glasgow menor que 8, hipoxemia, instabilidade hemodinâmica e hipertensão intracraniana
    • objetivos principais: evitar o ressangramento e o surgimento de vasoespasmo
    • pressão arterial:
      • medicamentos de escolha: labetalol ou nicardipina (não podem ser vasodilatadores)
      • antes do tto: sistólica entre 140 e 160 com PAM menor que 110
      • depois do tto: sistóica menos 200
    • analgesia: com agentes reversíveis como narcóticos
    • glicemia: entre 80 e 120 pode ser necessário fazer insulina contínua
    • profilaxia para ulcera de estresse: ranitidina e omeprazol
    • níveis de hemoglobina: entre 8 e 10
    • PIC e PPC: PIC menor que 20 e PCC maior que 70
    • cabeceira: 30 graus
    • heparina: só após o tratamento cirúrgico 3x ao dia
    • anticonvulsivantes: não mostram desfechos favoráveis, o de escolha é o valproato de sódio
    • volemia: manter euvolêmico (PVC entre 8-12), exceto no tto de vasoespasmo (PVC 12-16)
    • ácido tranexâmico: pode ser iniciado em até 72h nos casos em que não houve abordagem cirurgica
  • Paciente em uso de anticoagulação
    • heparina: sulfato de protramina 1mg/100 U de heparina
    • varfarina: complexo de protrombina ou complexo protrombinico ativado (fator II, IX e X) ou plasma fresco congelado + vitamina K na dose de 15-20 mL/kg
  • Vasoespasmo
    • definição: irritação do vaso devido à fatores inflamatórios liberados devido ao sangramento, causa isquemia. Acontece geralmente entre o 3 e o 14 dia, nessa janela a abordagem cirurgia do aneurisma não deve ser feita
    • clínica: náuseas, vômito, taquicardia, aumento do déficit neurológico, febre baixa e sinais meníngeos
    • uso de nimodipina: tem como objetivo melhorar o prognóstico neurológico
    • tto de vasoespasmo: angioplastia ou uso intra-arterial de vasodilatadores
    • acompanhamento com doppler transcraniano
    • 3H: hipervolemia, hipertensão arterial (fenilefrina) e
  • Outras considerações
    • SIADH: o paciente estará hipervolêmico fazer restrição hídrica
    • perdedora de sal: euvolêmico, fazer reposição volêmica com salina 0,9% ou salina hipertônica
    • uso de corticoides: apenas nos casos de hipotensão refratária
⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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