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Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Diabetes Gestacional

Tratamento farmacológico do diabetes na gestação - Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes - Ed. 2023
O tratamento de mulheres com diabetes mellitus gestacional (DMG) diminui os eventos adversos perinatais. Em 2005, estudo randomizado controlado comparou gestantes com DMG que foram orientadas a monitorizar a glicemia e ajustar frequentemente a terapia (nutricional e insulina) com mulheres com DMG que não foram submetidas à intervenção. O risco de eventos perinatais adversos sérios, como morte, distocia de ombro, fratura óssea e injúria do plexo braquial, foi significativamente maior naquelas que não sofreram intervenção (RR 0,33; IC 95% 0.14 – 0.75; p = 0.01).
https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-farmacologico-do-dm2-e-dmg-na-gestacao/
Rastreamento e diagnóstico da hiperglicemia na gestação - Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes - Ed. 2023
A disglicemia é a alteração metabólica mais comum na gestação. Estima-se que aproximadamente 16% dos nascidos vivos são gerados por mulheres que tiveram alguma forma de hiperglicemia durante a gravidez.  Aproximadamente 8% dos casos são de mulheres com diabetes diagnosticada antes da gravidez.
https://diretriz.diabetes.org.br/rastreamento-e-diagnostico-da-hiperglicemia-na-gestacao/#ftoc-tabela-de-recomendacoes
https://www.febrasgo.org.br/images/pec/vitamina-d/Diabetes-Mellitus-Gestacional-No-Brasil---Cuidados-obstetricos-1.pdf
  • Definição
    • Diabetes gestacional: glicemia aumentada na gestação que não atinge os níveis de diabetes mellitus
    • Diabetes mellitus prévia a gestação: glicemia aumentada na gestação que atinge os níveis de diabetes mellitus
      • Tipo 1 ou tipo 2 diagnosticados antes da gestação
      • Diagnosticada na gestação: glicemia de jejum > 126 ou > 200 em 2h após o TOTG com 75g de glicose
      • Glicemia no DM prévio > 126
  • Diagnóstico

    DM diagnosticado na gestação

    • Glicose em jejum > 126
    • TOTG 2h depois maior que 200
    • Glicada > 6,5
    • Glicemia aleatória > 200 + sintomas

    Diabetes gestacional

    • GJ 92-125
    • TOTG entre 24 e 28 semanas apresentando:
      • GJ 92-125
      • Glicemia 1h após 180
      • Glicemia 2h após 153-199

Diabetes gestacional: diagnóstico com teste oral de tolerância à glicose.

  • Fisiopatologia
    • Aumento de hormônios placentários que produzem aumento da secreção de insulina devido à maior demanda.
      • Hormônios: lactogênio placentário, cortisol e prolactina
    • Algumas mulheres que já tinham alguma deficiência na produção de insulina não conseguirão realizar esse mecanismo de forma compensatória = DMG
  • Fatores de risco
    • Idade, quanto mais velha, maior o risco
    • IMC > 25
    • Antecedentes familiares de DM
    • DMG prévio
  • Diabetes prévio ou diagnosticado na gestação
    • Ideal procurar atendimento antes de gravidez para melhor controle da glicemia e perda de peso, visto que existe maior risco de malformações fetais, abortamentos e complicações em casos de parâmetros de glicemia fora da meta
    • Devem ser acompanhadas no pré-natal de alto risco (PNAR) preferencialmente com endocrinologista com intervalos de 1 semana a cada consulta - IDEAL
    • Em centros escassos de recursos acompanhar por meio de tutorias e matriciamento, com consultas a cada 15 dias até a 30ª semana de gestação, após, semanalmente
    • Acompanhamento com equipe multidisciplinar incluindo nutricionista e educador físico
    • Investigação de malformações fetais (morfológico)
    • Rastreio de lesão de órgão-alvo
    • IECA, BRA, estatinas e novos antidiabéticos devem ser retirados da prescrição
  • DMG
    • Geralmente diagnosticado no segundo trimestre, TOTG alterado
    • Acompanhada para avaliar vitalidade fetal, volume do líquido amniótico (pode aumentar) e avaliar o crescimento fetal (se é restrito) - USG obstétrico com doppler
    • Geralmente o controle glicêmico acontece apenas com dieta, em caso de difícil controle ou alguma alteração de exame obstétrico ou outras comorbidades associadas = encaminhar para PNAR
    • Encaminhamento para internação: sem controle glicêmico adequado ou descompensações agudas e repercussões maternas e fetais negativas
  • DM1 prévio
    • Maior chance de ocorrer hipoglicemia devido a maior demanda do feto
    • Risco aumentado no primeiro trimestre e durante a madrugada
    • Sintomas: tremor, sudorese, palpitação, parestesia, tontura e desorientação
    • Como a maior chance de incidência é de madrugada, orientar ingerir carboidrato a noite, pelo menos 25g
    • Orientar sempre ter em mãos carboidrato rápido como mel para situações de emergência
  • Controle glicêmico no DMG
    • Jejum menor que 95 e maior que 70
    • 1h após refeição menor que 140
    • 2h após refeição menor que 120
  • Tratamento
    • Considerar inicio do tratamento com insulina na dose inicial de 0,5 UI/KG/DIA, devendo o ajuste ser feito com base no controle glicêmico a cada 2 semanas
    • O acompanhamento deve ser a cada 2 semanas a partir de 30 semanas independente do bom controle glicêmico

  • Exames
    • Translucência nucal
    • USG morfológico
    • USG obstétrico com doppler para avaliar crescimento e vitalidade fetal
      • Realizar mensalmente a partir de 24 semanas
      • Realizar quinzenalmente quando alteração de peso e crescimento fetal
    • Cardiotoco quando necessário - avaliação da vitalidade fetal
    • Doppler de artérias uterinas
  • Complicações fetais
    • Macrossomia: peso acima de 4000g (maior que o P95)
    • Restrição de crescimento fetal: quando o peso fetal estimado está abaixo do percentil 10 (precoce quando detectado antes de 32 semanas)
    • Comprometimento da vitalidade fetal
  • Interrupção da gestação
    • Recomenda-se que não ultrapasse 40 semanas
    • Maior risco de macrossomia
⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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