Trauma de face
Anatomia
Músculos
Deslocam fragmentos fraturados - Oferecem resistência no processo de fixação e consolidação
Masseter e Temporal - Deslocam mandíbulas nas fratura
Nervos
Localiza a fratura de acordo com região de hipoestesia/parestesia
Trigêmio - Os três ramos apontam a fratura
Facil - Relacionado a mímica facil
Biomecânica
Fraturas ocorrem comumente na região dos pilares da face
Mais duras
Corre as linhas de forças
Barras da face - Áreas de força transversal
Zonas de tensão e compressão
Melhores áreas para fixação com placas e parafusos
Pior osso - Placas mais grossas
Trauma de face
Mais comum em homem
Briga - Nariz, mandíbula e zigoma
Arma de fogo e Acidente
Mulher - Abuso/Agressão
Criança - Violência/Abuso
Principalmente se não relacionado a veículos motorizados
Queda da própria altura
Idoso - Quedas
Queda frontal - Falta de reflexos eficientes
Anamnese
Diplopia - Fratura de orbita
Má oclusão - Fratura de mandíbula ou maxila
Dormência/hipoestesia - Indica área de fratura
Exame físico
Sinais localizatórios
Assimetria
Equimose/Edema/Equimose
Parestesia
Movimentação de globo ocular
Oclusão dentária
Rinorragia ou Otorragia - Destaque para fístulas liquóricas em casos fratura de base de crânio
Palpação - Utilizar sempre duas mão
Avaliar mobilidade de maxilar e mandíbula
Sempre comparativo entre os lados
Crepitação
Afundamentos
Locais - Eminência do zigoma, Região orbitária
Trauma de face e via aérea
Relaciona-se com obstrução de via aéreas
Fratura bilateral de mandíbula e Fratura pam-facial
Intubação precoce
Arco da mandíbula - Função de suspenção da língua
Perda do formato por fratura - Queda posterior da língua
Aspectos gerais fratura de face
Principios
Edema
Intervenção - Imediato x 7 dias depois
Gravidade
Leve - Expectante
Moderado - Redução fechada
Grave - Aberta
Intervenção ocorre na avaliação secundária
Princípios procedimento aberto
Exposição adequada
Redução do fragmento
Fixação interna
Fechamento de ferida
Fratura de nariz
Diagnóstico clinico - Alteração estética e/ou funcional
Não necessita de Raio-x - Não altera conduta
Tomo para avaliar outras alterações - Planejamento cirúrgico
Tipos de tratamento
Observação - Fratura não deslocada, sem deformidades ou obstrução
Redução incruenta - Escoliose leve-moderada, afundamento leve
Redução cruenta
Avaliar necessidade de rinoplastia e enxerto
Hematoma de septo nasal
Sangue entre o septo nasal ósseo e/ou cartilaginoso e o mucoperiósteo/mucopericôndrio
Quadro - Congestão e dor nasal
Necessita de avaliação - Rinoscopia
Massa avermelhada e amolecida
Septo abaulado
Drenagem imediata - Emergência
Complicação - Perfuração de septo, Abscesso e Infecção de sistema nervoso central
Fratura de zigoma
Região malar
Quadro - Parestesia + Afundamento + Equimose/edema periorbital
Desvio palpável infraorbital e lateral
Enoftalmia e Diplopia
Equimose do sulco gengivobucal maxilar
Pode estar associada a fratura de arco zigomático
Restringe abertura de boca
Fratura de órbita - Fratura em Blow-out
Região do interior/paredes da orbitas
Aumento continente com mesmo conteúdo
Enoftalmia
Diplopia
Oftalmoplegia
Aprisionamento muscular
Lesão de nervo (III, IV, VI) - Passam pela fissura orbitária superior
Lesão de nervo optico - 6 horas até intervenção
Passa pelo ápice orbitário
Risco de cegueira
Obrigatória a avaliação oftalmológica
Fratura de maxila
Edema, hematoma e enfisema
Alongamento da face - Queda da arcada
Má oclusão bucal - Arcada dentária solta
Gotejamento nasal - Fistula liquórica
Mais comum no Le Fort 3
Hematoma bipalpebral
Fratura de mandibula
Má oclusão
Locais de fratura - Côndio e Ápice
Hematoma de assoalho de boca
Otorragia
Obstrução de via aérea - Se bilateral
Dormência de lábio inferior, gengiva e dente - Nervo alveolar
Cuidados pós-operatórios
Evitar assoar o nariz - Risco de efizema
Posição prona
Muitas vezes é necessária avaliação oftalmo/Neuro
Dieta liquida e pastosa - Tratamento expectante
Considerações finais
Idoso - Menos grave
Muitas das vezes tratamento expectante - Gravidade + Comorbidades/Risco cirúrgico
Lembrar sempre de palpar