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Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Asma

Fonte: Manual do Residente de Clínica Médica USP - terceira edição / GINA 2022

2022 GINA Main Report - Global Initiative for Asthma - GINA
2022 GINA Report, Global Strategy for Asthma Management and Prevention The 2022 update of the Global Strategy for Asthma Management and Prevention incorporates new scientific information about asthma based on a review of recent scientific literature by an international panel of experts on the GINA Science Committee. This comprehensive and practical resource about one of the most … Continue reading "2022 GINA Main Report"
https://ginasthma.org/gina-reports/
  • Avaliando a espirometria

    Útil para avaliar se existe um padrão obstrutivo e se ele é reversível com uso de broncodilatador

    • Volume expiratório forcado em 1s VEF1: volume expiratório forcado em 1s (quando sai mais volume)
    • Capacidade vital forcada CVF: capacidade de ar total que saiu na respiração forcada durante todo tempo
    • VEF1/CVF: relação entre essas duas medidas sendo o normal > 0,7
    • Asma e DPOC tem padrão obstrutivo, enquanto pneumopatia intersticial tem um padrão restritivo
    • Se a pessoa tem obstrução, ela tem dificuldade de jogar o ar para fora (expiração é um processo passivo)
      • Prolongamento do tempo expiratório para conseguir jogar fora todo ar
    • Já que o processo inspiratório é ativo, ele consegue vencer essa barreira na inspiração
    • Padrão restritivo: perda da complacência do pulmão, então tem dificuldade inspiratória, entra pouco ar. Entra pouco e sai pouco, a proporção se mantem
  • Definição
    • Inflamação crônica da via aérea causando uma hiperreatividade das vias aéreas levando a uma obstrução aguda (crise asmática)
    • Essa hiperreatividade é por broncoespasmo e hiperproducao de muco
    • Fenotipos
      • Alérgica > 80% (respondem bem ao corticoide)
      • Não alérgica (respondem mal ao corticoide)
      • De início tardio (respondem mal ao corticoide)
      • Obstrução persistente
      • Associada a obesidade
  • Asma no exercício e na gestação
    • Exercício: principalmente em clima frio e seco, realizar um aquecimento prévio antes do exercício e pode ser usado broncodilatador antes da realização da atividade
    • Gestação: nao existe uma correlação com piora, tratamento igual a uma mulher adulta que não esteja grávida
  • Quadro clínico
    • Broncoespasmo devido a hiperrreatividade da vida levando a sibilância
    • Ocorre dispneia
    • Produção de muco em pequena quantidade com tosse crônica associada
    • Pode ter apenas desconforto torácico (raro)
    • Sintomas de rinite alérgica associada
    • Piora a noite e com o contato de alergenos
    • Piora nos meses frios e secos

    Sintomas que sugerem asma:

    • Mais de um tipo de queixa respiratória concomitante: dispneia, sibilo, tosse e sensação de aperto torácico
    • Piora dos sintomas a noite ou no início da manha
    • Variabilidade na frequência e na intensidade dos sintomas
    • Início ou piora dos sintomas após contato com desencadeantes - alérgenos
  • Diagnóstico e padrão da espirometria
    • Clínica, principalmente surgindo na infância
    • Espirometria normal não descarta asma, visto que o padrão inflamatório crônico é oscilante
      • Nesses casos pode induzir uma hiperrreatividade com metacolina (teste provocativo)
      • Queda superior a 20% da VEF1
    • Espirometria com padrão obstrutivo que reverte com uso de broncodilatador de curta duração com melhora importante da VEF1
    • Relação VEF1/CVF < 0,7
    • Espirometria aumento de 12% da VEF1 ou 200ml de ar = considerar como reversão, na criança pode considerar apenas o aumento percentual
  • Diagnósticos diferenciais
    • Fibrose cística, deficiência de alfa-1-antitripsina, obstrução por corpo estranho, DRGE, rinossinusite
  • Fatores que interferem no controle da asma
    • Não adesão ao tratamento
    • Uso incorreto da medicação
    • Exposição a alergenos, cigarro e poeira
    • Uso de AINE e betabloqueadores
    • DRGE
    • Rinossinusite crônica
    • Apneia do sono
    • Depressão
    • Ansiedade
    • Obesidade
  • O que difere da DPOC na fisiopatologia
    • A asma é uma inflamação transitória alveolar, enquanto o DPOC há destruição desse alvéolo
    • Assim a obstrução na asma é reversível, enquanto na DPOC ela geralmente não é
  • Perguntas essenciais de serem feitas na anamnese para avaliar o controle da asma
    • Controle da asma se refere a intensidade com que as manifestações clínicas são suprimidas pelo tratamento
    • Gravidade da asma se refere a quantidade de medicamento necessário para atingir o controle
    • Asma controlada por 3 meses: Step down (geralmente deixa o corticoide de controle)
    • Asma parcialmente controlada: Step up MAS antes deve avaliar se o tratamento esta sendo feito de forma adequada, inclusive dos fatores ambientais

    Nas ultimas quatros semanas houve…?

    • Sintomas diurnos mais de 2x por semana?
    • Algum despertar noturno por causa da asma?
    • Necessidade de medicações de regaste mais de 2x na semana?
    • Alguma limitação nas atividades por causa da asma?
      • ASMA CONTROLADA: nenhuma resposta positiva
      • ASMA PARCIALMENTE CONTROLADA: 1-2 respostas positivas
      • ASMA NÃO CONTROLADA 3-4 respostas positivas
  • Avaliação da gravidade da asma

    Asma leve

    • Bem controlada com uso de corticoide inalatória em baixa dose + uso de medicação de resgate até duas vezes por mês

    Asma moderada

    • Uso de CI + beta 2 de longa duração de manutenção + us de medicação de resgate. Sintomas em alguns dias da semana com despertar noturno pelo menos 1 vez na semana

    Asma grave

    • Uso de altas doses de CI + beta 2 de longa duração de manutenção + outro controlador como LAMA. Com exacerbação dos sintomas
  • Tratamento de manutenção - aspectos gerais
    • Educação sobre aderência ao tratamento e como usar cada droga, alem das medicações fornecidas pelo SUS
    • Cessar tabagismo, inclusive tabagismo passivo
    • Realizar vacinação para influenza para todo paciente
    • Atividade física
    • Controle da umidade do ambiente e do mofo

Asma: broncodilatadores de curta duração para alívio e corticosteroides inalados para controle.

  • Tratamento de manutenção para pacientes com > 12 anos

    Não usa beta de curta duração, as crises são manejadas com longa + corticoide - segundo o novo GINA 2022. A cada STEP a dose do corticoide aumenta junto com outras medicações em associação.

    • Step 1 e 2:
      • Beta 2 de longa + corticoide inalatorio como alívio (budesonida 200-400/dia + formoterol) = ALENIA
      • Não deve ser usado de forma regular, deve ser usado de acordo com a necessidade
    • Step 3
      • Budesonida + formoterol de forma regular - pode ser usado como droga de alívio também
      • Budesonida 200-400/dia (dose baixa)
    • Step 4
      • Budesonida + formoterol forma regular - pode ser usado como droga de alívio também
      • Budesonida 400-800/dia (dose média)
    • Step 5
      • Budesonida + formoterol de forma regular - pode ser usado como droga de alívio também
      • Budesonida >800/dia (dose alta) + brometo de ipratropio
      • Encaminhar para o especialista
  • Tratamento de 6-11 anos

    Usar beta 2 de curta (SABA) em crises

    • Step 1: beta de curta + corticoide dose baixa quando necessário
    • Step 2:
      • Corticoide inalatório dose baixa (budesonida 100-200/dia)
    • Step 3: acrescentar o beta 2 de longa OU aumentar a dose do budesonida para 200-400/dia
    • Step 4: budesonida 200-400/dia + beta 2 de longa (encaminhar para especialista)
    • Step 5: budesonida dose alta + beta 2 de longa
  • Tratamento para menores de 5 anos
    • Não deve usar beta 2 de longa duração
    • Alívio: beta 2 de curta quando necessário
    • Step 2: corticoide em dose baixa com nebulização de 500mcg/dia
    • Step 3: dose baixa dobrada de corticoide
    • Step 4: especialista
    • Método de adm dos medicamentos
      • 0-3 anos máscara facial
      • 4-5 anos espaçador
  • Como o tratamento deve ser ajustado

    O tratamento deve ser ajustado de acordo com o controle da asma: controlada (sem nenhum sintoma), parcialmente controlada (1/2 sintomas) e não controlada (+3 sintomas). Para isso são realizadas algumas perguntas ao paciente:

    • Sintomas diurnos (2/3)
    • Sintomas noturnos com despertares (+3)
    • Uso de medicação de resgate
    • Limitação das atividades cotidianas
    • PFE e VEF1 maior que 80%
  • Tabelas do GINA
    • Pelo que eu entendi da leitura, não é mais recomendado usar beta 2 de curta duração para adultos, nem mesmo nas crises. Mas pode ser um tratamento alternativo a ser realizado. Estamos acostumados a passar aerolin para todo paciente, principalmente pq é o disponível no SUS, mas esse tipo de tratamento não é tão recomendado mais
  • Qual o nome comercial do LABA - beta 2 de longa

    Beta agonista de longa duração

    • Formoterol (alenia = formoterol + budezonida)
    • Salmeterol (seretide = salmeterol + fluticazona)
  • Qual o nome comercial do SABA - beta 2 de curta

    Beta agonista de curta duração

    Não é mais utilizado para tratamento de manutenção > 12 anos

    • Fenoterol = berotec
    • Salbutamol = aerolin
  • Qual o nome comercial do LAMA - anticolinérgico de longa duração

    Tiotroprio

  • Qual o nome comercia do SAMA - anticolinérgico curta duração

    Curta duração

    Atrovent = brometo de ipratropio

  • Quais corticoides são usados
    • Budesonida: está associado ao formoterol, alenia
      • Usado em todas as idades e em todos os STEPS o que muda é a dose
      • Dose baixa 200-400
      • Dose moderada 400-800
      • Dose alta > 800
    • Beclometazona: clenil
      • Dose baixa 100-200
      • Dose moderada 200-40
      • Dose alta > 400
    • Fluticazona: associado ao salmeterol, seretide
    • Mometasona

⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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