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Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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DPOC

Fonte: Manual do Residente de Clínica Médica e GOLD 2023

2023 GOLD Report - Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD
GLOBAL STRATEGY FOR PREVENTION, DIAGNOSIS AND MANAGEMENT OF COPD: 2023 Report Evidence-based strategy document for COPD diagnosis, management, and prevention, with citations from the scientific literature. View 2023 Executive Summaries, including a podcast discussion between Dr. Alvar Agusti and ERJ regarding the new changes View the 2023 Summary of Changes POCKET GUIDE TO COPD DIAGNOSIS, … Continue reading "2023 GOLD Report"
https://goldcopd.org/2023-gold-report-2/
  • Definição
    • Doença inflamatória inalatória com sintomas persistentes e progressivos
    • Limitação persistente do fluxo de ar que não é reversível
    • Associado a uma inflamação crônica da via aérea e destruição do parênquima pulmonar (enfisema)
    • Causada por exposição crônica significativa a partículas nocivas ou gases
  • Clínica da DPOC
    • Tosse crônica (geralmente é o primeiro sintoma), presença de muco, dispneia progressiva que piora com o exercício), história prévia de tabagismo ou exposição a fumaça/poluição e esforço expiratório
    • Paciente com o mesmo grau de obstrução na espirometria podem ter níveis de sintomas diferentes
  • Fisiopatologia
    • Inflamação da via aérea com fibrose da via aérea = inflamação crônica = remodelamento da via = aumento da resistência da via = destruição do parênquima
    • Perda da arquitetura elástica do parênquima alveolar = diminuição da complacência (capacidade de expansão) = limitação do fluxo aéreo
    • Inflamação crônica + diminuição da complacência = limitação do fluxo aéreo = sintomas
    • Alteração da conformação estrutural do pulmão = desbalanço da relação ventilação / perfusão
  • Classificação do DPOC
    • Geneticamente determinada
    • Por desenvolvimento anormal do pulmão
    • Secundária ao tabagismo
    • Secundária a queima de biomassa e poluição
    • Secundária a infecções
    • Sobreposto a asma
    • Por causa desconhecida
  • Quadro clínico
    • Dispneia persistente progressiva com piora com exercícios
    • Sibilância recorrência
    • Tosse seca ou produtiva
    • Infecções recorrentes de via aérea
    • Tórax em tonel, sibilos, expiração forçada ou aumentada, pode apresentar cianose, presença de ronco devido ao muco
    • O paciente aumenta o tempo de expiração para tentar forçar a saída do ar
    • Alteração da oximetria
    • MV reduzido em ápice, sibilos, roncos, aumento do tempo expiratório
  • Diagnóstico
    • Sintomas sugestivos + histórico de exposição + VEF1/CVF menor que 0,7 (após uso de broncodilatador)
  • Achados na espirometria

    VEF1/CVF <0,70 que não melhora com o uso de broncodilatadores = limitação persistente do fluxo aéreo

  • Classificação mMRC

    Avalia o grau de dispneia

    0- Grandes esforços: exercício físico

    1- Subir rampa

    2- Andar parando

    3- Não consegue andar 100 metros sem parar caminhando numa superfície plana

    4- Atividades comuns do dia-a-dia como colocar roupa

  • Classificação GOLD - grau de obstrução da via aérea
    • Para que serve o GOLD: avaliar o nível da obstrução da via aérea, leva em conta os valores de VEF1 (volume expiratório forcado em 1 minuto)
    • O VEF1 serve tanto para classificação, quanto para prognostico, sendo a redução desses parâmetros um sinal de maior mortalidade
    • Lembrando que pacientes com mesmo nível de obstrução podem apresentar sintomas diferentes, por isso essa classificação sozinha não é suficiente

    1- VEF1 > 80% (leve)

    2- VEF1 entre 50 e 80% (moderado)

    3- VEF1 entre 30 e 50% (grave)

    4- VEF1 < 30% (muito grave)

  • Classificação em letras (A, B ou E) - classificam de acordo com morbidade e risco de exacerbação
    • A = mMRC 0-1 / CAT < 10 / 0-1 exacerbações sem internações
    • B = mMRC > 2 / CAT > 10 / 0-1 exacerbações sem internações
    • E = > 2 exacerbações ou 1 ou mais internações
  • Como classificar o perfil do paciente
    • É levado em conta o mMRC e o número de exacerbações/hospitalizações que o paciente teve em um ano, além do questionário CAT que avalia o impacto na qualidade de vida do paciente
  • Diagnóstico diferencial
    • Asma: inicio mais precoce, períodos de exacerbação, historia de alergias, melhoram com broncodilatador
    • Insuficiência cardíaca: cardiomegalia, sinais dde congestao e ECO alterado
    • Tuberculose: tosse crônica, achado no raio-x + testes positivos
  • Tratamento de acordo com o A,B ou E
    • A: um broncodilatador de longa duração LABA ou LAMA
    • B: LABA + LAMA
    • E: LABA + LAMA + corticoide inalatório
    • Reabilitação pulmonar + cessar tabagismo + avaliar uso de O2

DPOC: manejo com broncodilatadores de longa duração, cessação do tabagismo e vacinação.

  • Quais são as classes de medicamentos previstas na DPOC
    • SABA = broncodilatadores de curta duração (beta-2-adrenergico)
      • Salbutamol = aerolim
      • Fenoterol
      • Alivio de dispneia aguda
      • Indicado como terapia de alivio dos sintomas
    • LABA = longa duração (beta-2-agonista)
      • Formoterol
      • Salmeterol (mais seletivo que os outros)
    • SAMA = curta duração - antimuscarínicos
      • Brometo de ipratropio
    • LAMA = longa duração - antimuscarínicos
      • Tiotropio
    • Corticoides inalatorios
      • Budesonida
      • Beclometasona
      • Fluticasona
      • Corticoides isolados não interferem na mortalidade sendo preferível o uso junto com LABA
      • Pacientes com > 300 eosinófilo sanguíneos podem se beneficiar mais do tratamento com corticoide inalatorio
      • Considerar o uso quando o paciente faz muita exacerbação com internação
    • LABA e LAMA (ambos de longa duração, diminuem as taxas de exacerbações e melhoram a função pulmonar. LAMA reduz mais exacerbações que o LABA.
    • LABA + LAMA em associação: aumentam a função pulmonar VEF1
  • Critérios para oxigênio domiciliar
    • PaO2 < 55mmHg ou SpO2 < 88% Ou
    • PaO2 entre 55-59 e SpO2 < 89 + sinais de hipertensão pulmonar
  • Vacinação
    • Influenza e COVID
    • Pneumo 13 (realizar essa primeiro e depois de 6 meses a Pneumo 23)
    • Pneumo 23 duas doses com intervalo de 5 anos em menores de 65 anos OU uma dose em maiores de 65 anos
  • Quais são os principais agentes bacterianos nas exacerbações
    • Haemophilus
    • Moraxella
    • Pneumococo
  • Como tratar a exacerbação
    • LAMA + corticoide sistêmico + atrovent + ATB
  • Nomes comerciais

    SABA (S = short / B beta adrenergico)

    • Salbutamol = aerolin
    • Fenoterol = berotec

    SAMA (S = short / M = muscarinico)

    • Brometo de ipratropio = atrovent

    LABA (L = long / B beta adrenergico)

    • Formoterol = fluir
    • Salmeterol = seretide

    LAMA (L = long / B beta adrenergico)

    • Tiotripio = spiriva

    Corticoides inalatórios

    • Budesodina = busonid

    Combinações em um único dispositivo

    • Alenia = Formoterol (LABA) + budesonida

⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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