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Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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HPB

Como diagnosticar e tratar pacientes com hiperplasia prostática benigna no âmbito da atenção primária à saúde?
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) deve ser suspeitada especialmente em homens com mais de 50 anos, na presença de determinados sintomas urinários. O manejo de cada caso dependerá do tipo de sintoma predominante, dos achados clínicos e dos resultados de alguns exames complementares. A HPB é uma desordem urinária comum, cuja frequência aumenta progressivamente em homens com mais de 50 anos de idade. Como o próprio nome sugere, é um problema benigno, sem relação comprovada com o câncer de próstata. Entretanto, em um pequeno percentual de homens, não efetuar o tratamento pode causar retenção urinária aguda, infecções recorrentes do trato urinário, hidronefrose e até mesmo insuficiência renal1. Os sintomas típicos, que podem piorar progressivamente, incluem aumento da frequência urinária, noctúria, hesitação e urgência urinária, e jato urinário fraco1. Em pacientes com esses sintomas é imprescindível realizar o exame digital da próstata, pois este ajudará a descartar a possibilidade de neoplasia e a estimar o volume prostático. Tal estimativa, por sua vez, é determinante para escolher o tratamento2. Recomenda-se a realização de exame de urina, além de creatinina e PSA séricos, para todos os pacientes com os sintomas descritos. A maioria desses homens também se beneficiará de medidas de taxa máxima de fluxo urinário, quantificação do resíduo miccional e citologia urinária1. O volume residual pós-miccional pode ser determinado, entre outros métodos, por ultrassonografia, métodos radiológicos ou scanner vesical. Os homens sem HPB normalmente apresentam menos de 12 mL de urina residual. A ultrassonografia também pode ser utilizada para medir o volume total da próstata e para avaliar a progressão da HPB; estas informações são relevantes para se considerar o tratamento com um inibidor da 5-alfa-redutase ou a possibilidade de cirurgia1.
https://aps-repo.bvs.br/aps/como-diagnosticar-e-tratar-pacientes-com-hiperplasia-prostatica-benigna-no-ambito-da-atencao-primaria-a-saude/
  • Definição
    • Condição comum a partir dos 50 anos de idade
    • Aumento volumétrico da próstata sem relação com câncer
  • Complicações

    Podem acontecer caso não haja tratamento adequado

    • Retenção urinária aguda
    • Hidronefrose
    • Infecções de repetição
    • Insuficiência renal
  • Sintomas
    • Urgência miccional
    • Dificuldade de esvaziamento urinário
    • Jato fraco
    • Noctúria
    • Aumento da frequência urinária
    • Pode não causar sintomas até ter um comprometimento importante
  • Exames
    • EAS e urocultura
    • Creatinina
    • PSA
    • USG de próstata - dimensionar o volume prostático e se tem resíduo miccional
  • Abordagem na consulta

    Aplicar questionário IPSS disponibilizado no link

    • 0-7 - sintomas leves
    • 8-19 - moderados
    • 20-35 - graves
  • Medicações
    • Antagonista alfa-1-adrenérgico: doxazosina (2-4mg/dia) e tansulosina (0,4mg/dia)
      • Geralmente são a primeira opção de tratamento
      • Sintomas leves e moderados
    • Inibidores da 5-alfa-redutase: finasterida (5mg/dia) e dutasterida (0,5mg/dia) - afetam a progressão da doença
    • Associação dos dois para pacientes com sintomas graves com volume maior que 40 que não melhoraram com dose máxima de antagonista alfa-1-adrenérgico

HPB: tratamento com alfa-bloqueadores e inibidores da 5-alfa-redutase quando indicado.

⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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