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📚 RESUMOS E GUIAS

Resumos Clínicos

“Ouça seu paciente e ele está dizendo a você o diagnóstico” William Osler

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Check list OSCE

Feito para minha prova do último semestre da faculdade, nao tem fonte, fiz com base no que eu lembrava e consultando alguns materiais ou aulas da faculdade

Clínica Médica

  • HAS diagnóstico

    Cenário: paciente em consulta de rotina com PA alterada PAS > 140 ou PAD > 90

    • Orientar sobre como o diagnostico é feito:
      • Outra medida com intervalo de uma semana que esteja acima de 140x90
      • MRPA 2 medições por dia em casa por 7 dias com média acima de 135x85
      • MAPA medição em 24h com média maior que 130x80 no total, diurno maior que 135x85 e noturno 120x70
    • Exames a serem solicitamos: hemograma, lipidograma, sodio, potássio, ácido úrico, creatinina, EAS e ECG
    • Iniciar medicações com duas classes, preferencialmente, mantendo a PA abaixo de 140x90 em RCV baixo e menor que 130x80 no alto risco
      • Hidroclorotiazida 25mg 1x ao dia pela manha
      • Enalapril 5mg 2x ao dia (dose inicial) ou losartana 50mg 1-2x ao dia
      • Se doença cardiovascular escolher betabloqueador = atenolol
    • Orientar mudança do estilo de vida, principalmente perda de peso
  • HAS resistente

    Hipertensão resistente: falência do controle pressóricos com 4 classes de medicamentos em dose otimizada sendo um deles diurético

    • Inicio: hidroclorotiazida + IECA ou BRA
    • Associação de três fármacos: hidroclorotiazida + IECA ou BRA + bloqueador do canal de cálcio
    • Associação de 4 fármacos: hidroclorotiazida + IECA ou BRA + bloqueador do canal de cálcio + espironolactona
  • HAS urgência hipertensiva

    Cenário: paciente com PA > 160x90 sem lesão de órgão alvo

    • Pesquisar dor torácica, deficit focal agudo, anúria, oligúria, hematuria e convulsões. Descartado lesão de órgão alvo considerar emergencia hipertensiva e tratar como urgência
    • Realizar Captopril 25mg e reavaliar em 1h
    • Marcar consulta para ajuste de medicamentos ou orientação adequada quanto ao uso
  • Pré diabetes

    Glicemia em jejum entre 100-125

    Glicada entre 5,7 e 6,4

    TOTG em 2h entre 140-199

    • Orientar mudança do estilo de vida e reavaliar em 3-6 meses, caso nao ocorra mudança, pode considerar iniciar com medicação
  • DM2 diagnostico

    Cenário: paciente em consulta de rotina com exames alterados ou sintomas de “polis” nos quais você inicia a investigação para DM2

    • Diagnóstico: dois exames alterados OU um alterado + sintomas
      • Glicada > 6,5
      • Jejum > 126
      • TOTG em 2h > 200
      • Glicemia aleatoria > 200 + polis
    • Tratamento: alvo manter glicada menor que 6,5
      • Iniciar com metformina 500mg 2x ao dia (orientar efeitos colaterais de diarreia e náusea, preferir o grifáveis XR)
      • Máximo diário de 2550mg/dia
      • Alternativa para combinação com metformina que é fornecida pelo SUS: glitazona
  • DM2 insulina

    Cenário: paciente com controle glicêmico inadequado, com dose alta de metformina e outra droga (ou doença renal crônica que contraindica o uso) com exames significativamente alterados

    • Dose total de 0,5 a 1UI/kg/dia
    • Iniciar com NPH 2/3 pela manha e 1/3 a noite
    • Disponíveis no SUS: NPH e regular
    • Solicitar medidas de glicemia em jejum e pós-prandial, ideal é realizar antes e depois do café, almoço e jantar para avaliar necessidade de inserir insulina regular para correção de glicemias. Mas depende da quantidade de fita fornecida
    • Entregar folha de controle glicêmico, prescrição de fitas, orientação do DXT
    • Se o paciente usar NPH e regular juntas o total da dose sempre será de 0,5-1UI/kg/dia, dividir em 1/2 regular e 1/2 NPH
    • Orientar aplicação de insulina:
  • Dislipidemia

    Cenário: consulta de rotina

    • Diagnostico:
      • Hipercolesterolemia isolada = LDL > 160
      • Hipertrigliceridemia isolada = triglicérides > 150
      • Mista = os dois aumentados
    • Tratamento de acordo com risco cardiovascular
      • Se paciente jovem, sem histórico de doença cardiovascular de primeiro grau na família, pode orientar mudança do estilo de vida e retorno em 3 meses para reavaliação
      • Se paciente mais velho com risco cardiovascular iniciar com estatina = Sinvastatina 20-40mg a noite
      • Se paciente com evento cardiovascular prévio preferir estatinas de alta potencia como Rosuvastatina 20-40mg a noite
  • Asma

    Cenário: paciente com histórico de asma com descompensação ou início recente de tosse e falta de ar desencadeada por exercício físico ou por alergia

    GINA 2022:

    • Usar corticoide inalatorio + beta 2 de longa duração INCLUSIVE NAS CRISES, MAS o SUS não fornece, então continuar usando aerolin? (Beta 2 de curta)

    STEP 1 e 2

    • Formoterol (longa) + budesonida (corticoide): inalar uma capsula sob demanda até de 4/4h = ALENIA
    • Salbutamol (curta) inalar de 1 a 2 jatos de 4/4h por demanda = AEROLIN + corticoide separado budesonida 2 doses inalatorias sob demanda

    STEP 3

    • Alenia de horário e sob demanda
  • DPOC

    Cenário: paciente idoso, com histórico de tabagismo ou contado com fogão a lenha por muitos anos com queixa de tosse e falta de ar crônicas

    • Orientar interrupção do tabagismo, encaminhar para grupos de apoio
    • Realizar pedido de vacinação para Pneumo 23
    • Classificação do mMRC
      • 0- dispneia aos grandes esforços
      • 1- subir rampa
      • 2- andar parando
      • 3- não consegue andar 100 metros sem parar
      • 4- atividades comuns
    • LABA - beta-2-agonista de LONGA duração = FORMOTEROL
    • LAMA - antimuscarinico = barómetro de tiotropio
    • GRUPO A: pouco sintomático sem exacerbações = Fenoterol 2 jatos 6/6h (curta duração de resgate)
    • GRUPO B: sintomático com pouca exacerbação = Formoterol 2 puffs 12/12h (longa / LABA) + brometo de tiotropio 1 puff por dia (LAMA) + Fenoterol (curta para resgate)
  • Sinusite bacteriana

    Cenario: histórico de IVAS há alguns dias, sensação de pressao nos seios da face, rinorreia esverdeada e febre. Se sintomas melhorando a partir do sexto dia, pensar em causa viral, se piora dos sintomas e sinais sistêmicos importantes, pensar em causa bacteriana

    • Ideal seria reavaliar o paciente em 48h para avaliar melhora ou piora dos sintomas, para depois prescrever ATB
    • Realizar lavagem nasal com soro fisiológico 4x ao dia
    • Amoxicilina + clavulanato de 12/12h por 10-14 dias (existem varias posologias de apresentação)
    • Prednisona 40mg por 5 dias (dica do Lucas patrocínio)
    • Dipirona
    • Pode usar corticoide nasal = nasonex 2 puffs duas vezes ao dia por tempo indeterminado, se quadros de rinite crônica associada,
  • Amigdalite

    Cenario: histórico de faringite, febre, exame fisico com hiperemia, petequias no palato, hipertrofia das amígdalas, linfoadenopatia cervical. Pode apresentar náusea, exantema escarlatiniforme e dor abdominal

    • Amoxicilina + clavulanato OU azitromicina / clindamicina OU benzetacil 600.000 unidades dose única
    • Dipirona + ibuprofeno (pode associar prednisona 40mg por 5 dias)
  • Otite media

    Cenário: sensação de pressão no ouvido, dor, pode ou nao ter saída de pus, início abrupto dos sintomas

    • Realizar otoscopia: visualização da membrana timpanica abaulada com liquido associado, o abaulamento é o sintoma que mais sugere origem bacteriana
    • Antibiótico de escolha: amoxicilina + clavulanato (250 + 62,5 mg de 12/12h por 5-10 dias) OU cefuroxima 500mg 12/12h por 10 dias. Prescrever paracetamol de 6/6h e ibuprofeno de 8/8h
  • Otite externa

    Cenário: histórico de molhar o ouvido, presenca de otorreia e descamação no exame fisico

    • Tratamento: otociriax 3 gotas 12/12h por 7 a 10 dias
    • Analgesico e AINE
  • Pneumonia

    Cenario: quadro de IVAS arrastado, tosse produtiva, muco amarelado e espesso, febre persistente, DISPNEIA, taquicardia, estertor, ronco, macicez a percussão e dor torácica

    IDOSO: confusão mental, indisposição, apatia e hiporexia

    • Avaliar sinais de gravidade para encaminhar para serviço que tenha internação: CURB 65, presença de desconforto respiratório (FR > 30 com uso de musculatura acessória), dessaturacao
    • Tratamento:
      • Amoxicilina + clavulanato 875 + 125mg 8/8h + azitromicina 500mg 1x ao dia (pacientes com comorbidade)
      • Azitromicina 500mg 1x ao dia (pode ser feito em monoterapia)
      • Claritromicina 500mg 12/12h (pode ser feito em monoterapia)
      • Levofloxacino 750mg 1x ao dia (pode ser feito em monoterapia)
    • Reavaliar resposta ao tratamento em 2 dias, considerar pedir raio-x de torax (para comparação e nao como diagnostico) e laboratoriais (hemograma, PCR, funcao renal)

Idoso

  • Lombalgia
    • Tratamento farmacológico: dipirona + AINE
    • Tratamento não farmacológico
      • Perda de peso
      • Calor local de 8/8h com compressa
      • Repouso por curtos períodos, retomar atividades diárias assim que toleradas
      • Fisioterapia e reabilitação
      • Correção postural
      • Acupuntura
  • Queda no idoso
    • Investigar fatores que possam piorar a queda como: alterações visuais, alterações auditivas, labirintite, perda de peso recente com perda de massa muscular, hipotensão postural, tontura, osteoartrite, demências
    • Avaliar uso de medicamentos como benzodiazepinicos, opioides, diuréticos, triciclicos e relaxantes musculares
    • Avaliar alterações da marcha
    • Orientar sobre uso de calçados adequados, retirada de tapetes e outros objetos que dificultam a locomoção
    • Questionar se antes da queda houve sintomas de: palpitações, vertigem, lipotimia, perda de consciência e fraqueza muscular
    • Estabelecer fatores que proporcionaram a queda dentro de casa e preveni-los
    • Exame fisico
      • Pesquisar hipertensão ortostática (queda de 20mmHg na PAS ou 10mmhg na PAD)
      • Avaliar forca muscular e propriocepcao, teste de romberg
      • Sinais de osteoporose (cifose)
      • TUGT test: avaliar quantos segundos o paciente demora para levantar da cadeira, caminhar por 3 metros e retornar a cadeira. Teste maior que 11s sugere alto risco de queda
    • Abordagem
      • Orientação do paciente e do cuidador
      • Orientar uso de calçados adequados
      • Orientar limpeza do ambiente para facilitar locomoção
      • Se fator orgânico associado, fazer correção ou encaminhar para especialista
      • Encaminhamento para fisioterapia para fortalecimento muscular
      • Prescrição de cálcio e vitamina D para suspeita de osteoporose
      • Suspender medicações que possam contribuir para a queda
      • Avaliar necessidade de dispositivos que auxiliam na marcha
  • Demência
    • Mini-mental até 30 pontos
      • Normal > 25 pontos
      • Perda cognitiva leve entre 21 e 24 pontos
      • Perda cognitiva moderada 10 e 20 pontos
      • Perda cognitiva grave < 10 pontos
    • Doença de Alzheimer mais comum: pesquisar alterações de humor, do comportamento sexual, esquecimentos, desorientação em tempo e espaço
      • Ao suspeitar: encaminhar para avaliação de neurologista e solicitação de RNM de crânio
      • Medicamentos: memantina e donepezila
  • Depressão no idoso

    Fatores desencadeantes: isolamento social, doença crônica, dor crônica, perda de familiares, perda da autonomia, dinheiro

    • não prescrever benzo devido ao aumento do risco de queda
    • Preferir escitalopram ou mirtazapina
    • Encaminhar para psicoterapia
    • Orientar atividades de lazer que gerem prazer, participação de grupos comunitários
  • Artrose

    Cenário: dores em articulações que suportam mais carga - quadril, joelho, pés e coluna

    • Tratamento:
      • Analgésico: avaliar escala da dor para prescrever o que atende ao paciente. Orientar tomar de horário. Pode ser prescrito tramadol em dores muito fortes
      • Diclofenaco gel: aplicar sobre a articulação
      • Ibuprofeno por tempo limitado + omeprazol
      • Fisioterapia com exercícios de fortalecimento articular
      • Orientar perda de peso para aliviar impacto na articulação
  • Osteoporose

    Cenário: mulher idosa pós menopausa

    • Quando iniciar o rastreamento: acima de 65 anos ou 60 anos com risco familiar
    • Diagnóstico: densitometria óssea ou fratura por queda da própria altura
    • Tratamento
      • Alendronato de sódio 70mg 1x por semana
      • Vitamina D 14mil UI por semana
      • Carbonato de cálcio 1g/dia
  • Avaliação multidimensional do idoso

    Questionar aspectos alem da queixa principal como:

    • Presença de cuidadores e suporte familiar
    • Capacidade funcional: desenvolvimento de atividades diárias sozinho ou com ajuda, quedas, uso de dispositivos que auxiliam a marcha, atividades de cuidado pessoal
    • Memória e visão
    • Hospitalizações no ultimo ano
    • Distúrbios do sons: ansiedade, depressao, diurese noturna

Saúde coletiva

  • Método clínico centrado na pessoa

    1- Explorando a doença e a experiencia da pessoa com a doença

    • avaliando a historia, exame fisico e complementares
    • Avaliando a dimensão da doença: sentimentos, ideias, efeitos sobre a funcionalidade e expectativa da pessoa

    2- Entendendo a pessoa como um todo

    • A pessoa: historia de vida, aspectos pessoais e de desenvolvimento
    • Contexto próximo: família, comunidade, emprego e suporte social
    • Contexto distante: comunidade e cultura

    3- Elaborando um projeto um projeto comum de manejo

    • avaliando quais os problemas e prioridades
    • Estabelecendo os objetivos do tratamento e do manejo
    • Avaliando e estabelecendo os papeis da pessoa e do profissional de saúde

    4- Incorporando a prevenção e a promoção de saúde

    • Melhorias de saude
    • Evitando ou reduzindo riscos
    • Identificando precocemente os riscos ou doenças
    • Reduzindo complicações

    5- Fortalecendo a relação médico-paciente

    • Exercendo com compaixão
    • A relação de poder
    • A cura (efeito terapêutico da relação)
    • O autoconhecimento
    • A transferência e contra-transferencia

    6- Sendo realista

    • tempo e timing
    • Construindo e trabalhando em equipe
    • Usando adequadamente os recursos disponíveis

  • Entrevista motivacional
    • Não basta uma atitude pontual e uma conduta pontual em uma única consulta
    • Evocação: questionar, lembrar, recordar as forças que motivam a pessoa a tomarem uma ação, ao invés de apenas persuadir. Não tentar corrigir o outro naquilo que para o médico é errado (como uma mudança na dieta), esperar que o paciente entenda a importância disso na própria sáude, o que pode levar mais de uma consulta
    • Engajamento: estabelecer uma boa aliança terapêutica, buscam uma solução conjunta
    • Foco: desenvolvimento da direção da conversa para a mudança. O paciente durante o atendimento pode estar muitas vezes envolto em uma série de acontecimentos e sua tendencia pode ser a de se concentrar nos sintomas e no que levou ele ao serviço e não no que precisa efetivamente ser feito a partir de agora
    • Evocação: extrair da pessoa o sentido da própria mudança, a resposta final sobre o que deve ser feito deve sair da boca do paciente
    • Planejamento: construção do movimento de quando e como mudar
    • Armadilhas
      • Avaliação: somente direcionar as perguntas e não deixar o paciente falar
      • Especialista: não ser o único a propor condutas, ouvir o que o paciente acha que deve ser feito e assim propor mudanças juntos
      • Foco prematuro: não focar apenas na doença, entender que certos problemas de saúde envolvem um contexto social
      • Rotulação: não julgar
      • Culpa: explicar que encontrar culpados para o problema não resolvem o problema, focar na solução conjunta
  • Violência na atenção primária
    • Identificar casos de violência, por meio da observação na consulta e visitas domiciliares pelos agentes de saude
    • Em caso suspeito o formulário de notificação (LEI 10.778/2003 - SINAN - sistema de informacao de agravos de notificação) deve ser preenchido e uma investigação deve ser iniciada
    • Em caso de confirmação da violência, será oferecido acompanhamento psicológico, apoio na realização do registro de ocorrência, exame de corpo delito, encaminhamento para centro de referência (UFU)
  • Arbovirose

    NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA

    Cenário: febre + sintomas inespecíficos com epidemiologia da doença vigente da época dos sintomas

    • Reconhecer sinais de alarme:
      • Dor abdominal continua
      • Vômitos persistentes
      • Hepatomegalia
      • Letargia e irritabilidade
      • Sangramento de mucosa
      • Aumento do hematócrito
      • Hipotensão e lipotimia
      • Derrame pleural ou ascite
      • Pulso fino e rápido, TEC >2s
      • Icterícia
    • Avaliar hidratação: avaliar mucosas e estado de consciência + hematócrito + sinais de alarme
      • Tipo A: sintomas leves, sem risco social e sem sinais de alarme. Reavaliação em 48h
      • Tipo B: pacientes com comorbidades e gestantes, pedir hemograma se hematócrito normal considerar tipo A e se alterado considerar tipo C
      • Tipo C: sinais de alarme. Internação em enfermaria com hidratação de ataque de 20ml/kg IV em 2h (repetir até 3x). Melhora: manter 25ml/kg em 6h. Não respondeu: considerar como tipo D
      • Tipo D: sinais de alarme grave com disfunção circulatória associada = olhar resumo completo
    • Exames laboratoriais:
      • Dengue A: não é recomendado nenhum, porém em alguns serviços de saúde é exigido que o médico faça pelo menos hemograma
      • Hemograma + função hepática + coagulograma
      • Antígeno NS1 até o quinto dia de sintomas
    • Prescrição:
      • Hidratação vigorosa com 1/3 de solução de hidratação oral e o restante com outros líquidos. Pelo menos 4l diários no adulto
      • Dipirona ou paracetamol
      • Antiemético: vonal ou plasil
      • NÃO PRESCREVER AINE E AAS!!
      • Orientar repouso
    • Prova do laço:
      • Útil para avaliar chance de extravasamento plasmático
      • Avalia o grau de fragilidade capilar
      • Aferir a PA e calcular a média (PAS + PAD)/2
      • Insuflar até a média da PA e deixar assim por 3 minutos na criança e 5 minutos no adulto
      • Desenhar um quadrado com 2,5cm de lado no local que há maior concentração de petequia, então desenhar depois delas aparecerem
      • Criança pelo menos 10 e adulto pelo menos 20 para caracterizar a prova como positiva
  • Hanseniase

    Cenário: paciente com queixa de manchas no corpo que podem ter sensações diversas ou ausência de sensação (parestesia ou anestesia), além de dores nos membros, formigamento, edema. Também podem apresentar nodulacoes inclusive em face. Doença de aspecto variado, atentar para os sinais e sintomas sem outras causas

    • Exame fisico:
      • Teste de força nos membros
      • Teste de sensibilidade com Becker com água gelada e quente
      • Teste de dor com agulha de ponta romba
      • Teste de sensibilidade com algodão
      • Ordem da perda de sensibilidade: térmica - dolorosa - tátil
      • Espessamento dos nervos
    • Antes de iniciar o tratamento, solicitar baciloscopia, teste molecular e se possível biópsia de alguma lesão
    • Primeira linha de tratamento recomendado pelo ministério da saude: PQT
      • Pedir exames de sangue gerais antes de iniciar tratamento
      • Realizar anti-parasitário com albendazol ou ivermectina antes de iniciar o tratamento
  • Tuberculose

    Cenário: paciente com tosse crônica > 3 semanas, perda de peso, sudorese noturna. Geralmente algum paciente em más condições de habitação (casa não arejada), idosos, pacientes imunossuprimos ou reclusos

    • Diagnostico: coletar duas amostrar de escarro (uma no momento da consulta e outra no dia seguinte) - exame depende do fluxo de atendimento da cidade. Reavaliar o teste rápido molecular na amostra para verificar se existe resistência a rifampicina. Sempre fazer baciloscopia de controle para avaliar negativação do escarro
    • Solicitar raio-x de tórax: avaliar presença de cavidade
    • Testar todo paciente com diagnostico de TB para HIV
    • Fazer esquema básico de tratamento:
      • RHZE (rifampicina, isoniazida, pirazinamina e etambutol) por 2 meses - fase intensiva
      • RH (rifampicina e isoniazida) por 4 meses - fase de manutenção
      • Orientar paciente que a perda da medicação acarreta em falha terapêutica
      • Caso não ocorra sucesso terapêutico, o tratamento pode ser prolongado por 4-7 meses
      • Orientar sobre efeitos adversos da medicação: náusea, vomito, epigastralgia, suor, urina avermelhada, prurido leve, dor articular, neuropatia periferica, cefaleia, febre. Orientar e medicar conforme sintomas
    • Acompanhamento do tratamento:
      • Consultas mensais para avaliar melhora ou piora dos sintomas e tolerância aos medicamentos
      • Solicitar hemograma, função hepática, renal e glicemia
      • Baciloscopia mensal; espera-se a negativação duas semanas após o inicio do tratamento. Se manter positivo avaliar quanto a adesão ao tto, falha terapêutica ou resistência medicamentosa
    • Contatos domiciliares:
      • A transmissão ocorre quando baciloscopia positiva
      • Depende da infectividade do caso fonte, da duração do contato e do tipo de ambiente partilhado
      • A transmissão começa a diminuir 15 dias após o inicio do tratamento
    • Papel da atenção primária:
      • realizar busca ativa dos casos, principalmente aos relacionados ao caso fonte com a realização de baciloscopia
      • Realizar rastreamento para TB em pacientes com HIV

Criança

  • Obstipação
    • Em casos de RN com aleitamento materno exclusivo, orientar os pais que quase tudo que é ofertado pela mãe é absorvido pela criança, sendo normal a diminuição de fezes se elas manterem a consistência mais pastosa
    • Alteração do aleitamento para fórmula: orientar que pode ocorrer períodos sem evacuação devido a adaptação do bebe a nova formula
    • Pré-escolar e escolar: histórico de evacuação difícil, fezes endurecidas, de grosso calibre, as vezes obstruindo o vaso sanitário e com frequência de 3-3 dias. Esconde-se na hora de evacuar (comportamento retentor), sente dor a evacuação e tem escapes involuntários de fezes nas roupas.
      • Orientar sobre melhora da alimentação, com variedade da oferta de alimentos, não deixar a criança apenas com leite e comidas com muita farinha e açúcar
      • Explicar para a criança como funciona a formação das fezes, que durante o tratamento ela irá ter alguns facilitadores que a ajudem a não sentir tanta dor, o principal é aliviar a dor durante o processo.
      • Pedir aos pais que não façam comentários humilhantes com a criança. Orientar que o prazo para que a situação se resolve pode variar de 3 meses a 2 anos. Ter atitudes positivas quando a criança conseguir defecar
      • Lactulose 1-3 ml/kg/dia OU PEG (macrogol) 1g/kg por dia + óleo mineral (a partir de 1 ano) 1-3ml/kg/dia
      • Estimulantes: supositório de glicerina (pode ser traumático para a criança)
  • Bronquiolite

    Cenário: criança de 0-2 anos com historia de IVAS que evoluiu com tosse persistente, febre e no exame fisico apresenta sibilância bilateral

    • Avaliar sinais de gravidade: FR, esforço respiratório, aumento do tempo expiratório, cianose, saturação menor que 92
    • Caso grave: encaminhar para serviço de internação
    • Caso leve: orientar quanto a caso benigno e reavaliar em 48h ou imediatamente se piora dos sintomas
    • Tratamento sintomático
      • Dipirona para febre 1 gota por kg até de 4/4h
      • Lavagem nasal com soro fisiológico
      • Lavagem das mãos e objetivos da criança
      • Evitar colocar a criança em contato com outras crianças
      • Cessar tabagismo domiciliar
      • Manter alimentação e hidratação
      • Prova com salbutamol spray: 1-2 jatos em RN e 1-4 jatos em crianças a cada 20 minutos por 1h, se melhora evidente, seguir com prescrição
  • Anemia ferropriva criança

    Cenário: astenia, cansaço, palidez, atraso no DNPM, taquicardia e irritabilidade. Ou apenas um achado no hemograma

    • Exames laboratoriais: hemograma (obrigatório em toda criança com 1 ano), ferritina, capacidade de ligação de ferro e ferro sérico
    • Fatores que levam a uma anemia ferropriva: ausência de aleitamento materno, leite de vaca antes de um ano, anemia na gestação
    • Tratamento:
      • 3-6mg/kg/dia de ferro elementar por 6 meses
      • Sulfato ferroso na concentração de 125mg/ml
      • Monitorização com hemograma, reticulócitos e ferritina depois de 30 dias do início do tratamento
  • Suplementação de ferro e vitamina D no RN
    • Vitamina D: 400 UI diárias até 12 meses e 600 UI de 12-24 meses
    • Ferro:
  • Atraso no DNPM
  • Parasitose

    Cenário: criança com alternância crônica do hábito intestinal ou com diarréia crônica

    • Exames: solicitar hemograma e parasitológico de fezes
    • Tratamento: albendazol 400mg/ml xarope (tomar 10ml ao dia por 3 dias)
    • Avaliar nível de hidratação da criança
    • Orientar manter alimentação normal
    • Questionar saneamento básico na casa, orientar lavagem adequada de alimentos, mãos e fervura da água
  • Aleitamento materno

  • Sinusite

    Cenário: criança com histórico de IVAS, sem melhora, com piora da secreção nasal, amarelada, em grande quantidade, pode ter tosse associada e febre, queixando de dor na face

    • Exame fisico: palpar seios da face, checar temperatura, realizar exame pulmonar, realizar otoscopia e oroscopia
    • Orientar lavagem nasal com soro fisiológico 20ml em cada narina, no mínimo 4 vezes ao dia
    • Dipirona 1mg/kg para sintomas de febre e dor + ibuprofeno 100mg/ml 1 gota/kg de 6/6h por 5 dias
    • Amoxicilina + clavulanato 90mg/kg/dia divididos de 12/12h por 10 dias
    • Reavaliar melhora clínica em 3 dias
    • Orientar sinais de alarme que sugerem evolução para pneumonia
  • Amigdalite

    Cenário: criança referindo dor para alimentar, febre, tosse, IVAS associada. A maioria é de origem viral, porém casos que não melhoram ou pioram no decorrer dos dias, com sinais sistêmicos importantes, considerar etiologia bacteriana

    • Questionar se quadros são recorrentes (avaliar necessidade de encaminhamento para otorrino)
    • Exame físico: palato hiperemiado, amígdalas aumentadas, pode ter pus ou placas brancacentas associadas
    • Tratamento

    Criança até 2 anos

    • Amoxicilina 250mg/5ml

    2,5ml de 8/8h por 10 dias

    Criança de 2-5 anos

    • Amoxicilina 250mg/5ml

    5ml de 8/8h por 10 dias

    Criança de 6-12 anos

    • Amoxicilina 250mg/5ml

    7,5ml de 8/8h. Por 10 dias

    Associar com

    • Ibuprofeno 100mg/ml

    Tomar 1 gota/kg dde 6/6h por 5 dias

    • Dipirona gotas

    Tomar 1 gota/kg de 6/6h se dor ou febre

  • Otite média

    Cenário

  • Otite externa

    Cenário: início do quadro após banho de piscina, com dor local, plenitude auricular e hipoacusia, pode ocorrer otorreia

    • Exame fisico: dor a palpação do meato acústico externo, eritema, presença de secreção serosa, tímpano sem abaulamento (se estivesse abaulado seria mais otite média)
    • Limpeza do meato acústico externo
    • Orientar o paciente a não molhar o ouvido no banho, pode colocar tampão de algodão no ouvido
    • Oto-xilodase (lidocaína + neomicina + haluronidase) gotas para crianças acima de 1 ano + cetoprofeno gotas
    • Dipirona
  • Pneumonia

    Cenário: criança com queda do estado geral que apresentava uma IVAS anteriormente com febre persistente + tosse + dor torácica + taquipneia

    • Exame físico
      • Avaliar FC ( > 60 menores de 2 meses / > 50 entre 2 meses e 11 meses / > 40 maiores de 12 meses e menores de 5 anos )
      • Estridor (fechamento da via): indica infeccao da via área intermediaria
      • Taquipneia + e ausência de estridor: infeccao de via aérea inferior
      • Avaliar presenca de sinais de alarme: tiragem subcostal, batimento de aleta nasal, gemencia e cianose
    • Solicitar exames laboratoriais e raio-x de torax (afastar alguma complicação)
    • Tratamento
    • Avaliar indicação de internação
      • Menor que 2 meses
      • Presenca de sinais de gravidade
      • Comprometimento do estado geral
      • Doença pré existente grave
      • Falha terapêutica ambulatorial
      • Sinais de desidratação principalmente no lactente

Saúde da mulher

  • Corrimento

    Cenário: histórico de corrimento de inicio recente que pode: coçar (candidíase), ter cheiro ruim com bolhas (vaginose), ser esverdeado com dor durante a relação (tricomoniase)

    • Questionar inicio dos sintomas, qual o sintoma incomoda mais, se isso já aconteceu antes e se está tendo relação sexual desprotegida com múltiplos parceiros
    • Realização do exame fisico intimo: pedir licença, explicar pra paciente, deixá-la a vontade para trocar de roupa, explicar necessidade do exame
      • Inspeção: avaliar exteriorização do corrimento, presença de edema e escoriações
      • Separar o material, lavar as mãos e colocar luvas
      • Selecionar o especulo de melhor tamanho e lubrifica-lo
      • Introduzir o especulo fechado direcionado para baixo, um pouco lateralizado, retificar conforme for introduzindo
      • Ao introduzir o especulo completamente, pôde-se abrir as laminas e ajusta-ló para melhor visualização do colo
      • Observar coloração da mucosa e aspecto da secreção na parede vaginal
      • Retirada do especulo é feito de forma lenta
      • EXTRA: Papanicolau - coleta de material ectocervical (espatula) e endocervical (escovinha). Identificar a lâmina antes do início do exame. Fixar.
    • Candidíase: prurido, corrimento grumoso, disuria, hiperemia e edema
      • Miconazol creme 2% aplicar por 7 noites OU fluconazol 150mg VO dose única
    • Vaginose: corrimento fétido com presenca de bolhas - não precisa fazer o tratamento do parceiro
      • Metronidazol 250mg 2cp 2x ao dia por 7 dias
    • Tricomoníase: corrimento vaginal esverdeado, dor durante a relação sexual, colo com hiperemia (em framboesa) - TRATAR PARCEIRO SEXUAL
      • Metronidazol 500mg 4cp VO dose única
  • Úlcera / herpes
    • Múltiplas vesículas agrupadas que formam ulceras, dolorosas + linfonodomegalia inguinal + pode ter corrimento uretral ou vaginal
    • Tratamento: aciclovir 400mg 8/8h por 7-10 dias
  • Úlcera / sífilis
    • Úlcera única e indolor
    • Tratamento: benzetacil 2.400.000 UI 1200000 em cada glúteo
    • Fazer o tratamento dos parceiros sexuais
    • Realizar teste rápido na unidade de saúde, se positivo, realizar o teste treponemico e nao treponemico
    • Repetir VDRL a cada 3 meses por 1 ano
  • Úlcera / cancro mole
    • feridas múltiplas, dolorosas, com presenca de pus, pode aparecer nódulos na virilha
    • Azitromicina 1g VO dose única ou ciprofloxacino 500mg VO 12/12h
    • Tratamento do parceiro
  • Sangramento uterino anormal idade fértil

    Mulher adulta - Causas mais comuns: pólipo, endometriose, mioma, gravidez, infecção, câncer cervical

    Pré-menopausa - causas mais comuns: mioma, câncer cervical, de endométrio e de ovário, ciclo anovulatorio

    Pós-menopausa: câncer de endométrio e pólipos

    • Perguntar DUM, uso de ACO, relação sem preservativo, dores abdominais associadas, intensidade do fluxo, dor durante a relação, mudança de peso e intensidade das cólicas
    • Realizar exame especular se presença de sangramento ativo
    • Solicitar exames gerais, incluindo coagulograma, e beta-HCG + transvaginal
  • Rastreamento de colo de útero
    • Mulheres de 25 a 64 anos
    • Não é indicado o rastreio em menores de 25 anos mesmo naquelas com vida sexual ativa
    • Repetir o exame 2 anos seguidos, se os dois normais, repetir o próximo em 3 anos
    • Vacina HPV para crianças (meninas e meninos) de 11 a 14 anos
    • Situações especiais
      • Imunossuprimidas: após iniciar atividade sexual, independente da idade. Primeiro ano a coleta deve ser feita de 6 em 6 meses. Se normais manter coleta anual até resolvido a causa da imunossupressão
      • HIV: 6 em 6 meses
  • Rastreamento de câncer de mama
    • Mulheres de 50-69 anos (Ministério da Saúde)
    • Realizar dois anos seguidos, se os dois normais, repetir de 2 em 2 anos
    • Anual para mulheres de grupo de risco (histórico familiar de primeiro grau)
  • Pré natal de baixo risco
    • Mínimo de consultas:
      • Até 28 semanas: mensais
      • 28-36: quinzenais
      • 36 até o parto: semanais
    • Trimestres:
      • 0-13 semanas
      • 14-26 semanas
      • 27-40 semanas

    Roteiro de consulta:

    • Idade / DUM / GPA
    • Comorbidades e intercorrências nas gestações anteriores
    • Tipo sanguíneo e fator Rh
    • Via de parto preferencial e desejo de gestação
    • Exames:
      • Primeiro trimestre: hemograma, glicemia, EAS e cultura de urina, HIV, VDRL, hepatite, toxoplasmose, tipagem sanguínea e fatore Rh, TSH, rubéola e CMV. Realizar papanicolau na primeira consulta
      • Segundo trimestre: TOTG (24/28 semanas), hemograma, EAS e cultura, toxoplasmose, coombs indireto se Rh negativo
      • Terceiro trimestre: sorologias, hemograma, swab vaginal (35-37 semanas), toxoplasmose
    • USG:
      • Primeira consulta: datação de 6-12 semanas
      • Translucencia nucal 11-14 semanas
      • Morfológico 18-20 semanas
    • Vacinação:
      • Checar se as vacinas estão em dia
      • Duas doses de DT em qualquer fase da gestação
      • Orientar complementação da vacina de Hepatite B, sendo a segunda dose 60 dias depois da primeira e a terceira 6 meses depois da primeira
      • Orientar vacinar para dTPA a partir da 20 semanas
    • Exame fisico:
      • PA
      • Altura uterina
      • Apresentação da criança
      • BCF
      • Peso
      • Sangramento (questionar)
      • Edema (questionar)
      • Outros sintomas associados (questionar)
    • Condutas:
      • Prescrever ferro na 20 semana: 150-300mg / dia
      • Prescrever ácido fólico até a 12 semana: 5mg por dia
      • Solicitar exames e USG
      • Orientar prevenção contra toxoplasmose
      • Orientar ingestão alimentar em pequenas quantidades
      • Aconselhar parar uso de drogas, alcool e cigarro

  • Sífilis na gestação
    • Solicitar VDRL na primeira consulta, se positivo solicitar o FT-ABS
    • Solicitar sorologias para o parceiro sexual e pai da criança
    • Dose de benzetacil: 2,4milhoes de unidades (metade em cada glúteo) 1x por semana por 3 semanas
      • Parceiro: 2,4 milhões 1/2 da dose em cada glúteo
    • Acompanhamento:
      • Realizar VDRL mensalmente até o final da gestaçãO
      • Ideal é a queda de 2 títulos em 3 meses
      • Retratamento: ausência de redução da titulação em duas diluições no intervalo de 6 meses após o tratamento adequado
  • Toxoplasmose na gestação
    • Realizar sorologia IgM e IgG em todo trimestre da gestação
    • Orientar a gestante sobre ingestão de alimentos crus e higienização de alimentos em geral
    • Explicar que não precisa doar os animais de estimarão; realizar higiene dos alimentos; evitar contato com caixa de areia; solicitar que outra pessoa limpe a caixa de areia; lavar as mãos após o contato com animais
    • IgG e IgM negativos = susceptível
    • IgG + e IgM - = imunidade
    • IgG - e IgM + = repetir exame em 21 dias, se resultado igual, sem relevância clinica. Se ambos positivarem = soroconversao
    • IgG e IgM positivos = provável infeccao aguda = teste de avidez para IgG
      • Teste de avidez fraco = doença recente = iniciar tratamento e encaminhar para alto risco
      • Teste de avidez forte
        • IG > 16 semanas = infeccao recente
        • IG < 16 semanas = doença antiga

⚠️ Atenção: Este resumo foi elaborado com conteúdos até 02/2026. Pode haver erros e pontos desatualizados. Se quiser sugerir algum ajuste, clique em "Fale Comigo".

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